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Festa de Nossa Senhora do Monte
Uma festividade mariana por excelência
António Vallacorba
Um sol generoso, com temperaturas
amenas, saudou esta mais recente edição
da solenidade de Nossa Senhora do
Monte, na Missão Portuguesa Santa
Cruz, no sábado e no domingo, já que na
sexta-feira as condições atmosféricas foram
menos ideais, por via de alguma
chuva.
Com início na sexta-feira, as várias actividades religiosas e
profanas tiveram o seu momento alto no domingo, dia do seu
encerramento também, com celebração eucarística, procissão
e concerto pela Banda de Nossa Senhora dos Milagres, sob a
batuta de Leonardo Aguiar, etc.
Presidiu a esta mui popular
festa, o padre José Pascoal,
natural da freguesia
do Monte, no Funchal, Madeira;
e, de Toronto, vieram
dois autocarros com
muitos forasteiros, assim
como de vários pontos dos
Estados Unidos.
Orador por excelência e
conhecedor destas tradições,
o padre Pascoal deliciou
quantos o escutaram
durante as nobres missas
que concelebrou com o padre
Lourenço, coadjuvados
pelo diácono António
Ramos e com o acompanhamento
dos grupos corais
sob as regências de
Filomena Amorim e de Inês Gomes.
Pelo meio, e em que se invocou a memória da Teresa
Rodrigues, dinâmica ex-dirigente e colaboradora destas festas,
ficou a doce recordação de uma manifestação pública
ardentemente vivida por milhares de pessoas quer no recinto
festivo, quer, a partir daquele, pelas ruas do trajecto da digna
procissão da Senhora Padroeira da Madeira, acompanhada
pela Filarmónica Portuguesa de Montreal, Filarmónica do D.
Espírito Santo de Laval e a referida Banda de Nossa Senhora
dos Milagres.
Para além do clero, incorporam-se centenas de pessoas em
promessa, grupos afectos à Missão, muita juventude, ranchos
folclóricos e representações de outras colectividades socioculturais
e recreativas; e, de relevo ainda, a presença sempre
simpática de Francisco Salvador, conselheiro das Comunidades
Portuguesas.
A Festa de Nossa Senhora do Monte é a manifestação
mariana mais intensamente vivida da nossa comunidade. E é,
sem dúvida, e salvo raras excepções, a festa mais privilegiada
pelo bom tempo e aquela que proporciona maior número de
diversões e de outras actividades
muitos populares da
multidão, que encheu o recinto
festivo e se mantinha “entretida”
a degustar o saboroso
bolo do caco, as espetadas, etc.,
mas, para isso, tendo de esperar
em longas filas, tal o interesse
demonstrado por essas e
outras “guloseimas”.
Este ano, por exemplo, deu
azo a algumas inovações estruturais,
na forma de novas “barraquinhas”,
em lona branca e
vistosas, muito mais funcionais
e proporcionando ao recinto
um aspecto estético assaz aprazível.
Iniciativas como esta, fazem juz ao espírito empreendedor
da respectiva Comissão de Festas, que não se cansa de tudo
fazer para tornar este acontecimento num ponto de encontro
sempre mais acolhedor para aqueles e aquelas que o procuram
por razões de fé e/ou lúdicas.
Por outro lado, o entretenimento foi mais uma das vertentes
em destaque, graças às actuações de, entre outros, Tony
Arruda, Alex Câmara e Martinho Rodrigues; Otília de Jesus,
Mário Marinho e Marcelo
Neves; o conjunto “Renovation”
e a Orquestra Tropical,
a par da presença
sempre assaz marcante
do Grupo Folclórico Madeirense
de Toronto, todos
responsáveis pelas
animadas e aprazíveis tardes
e serões festivos do
sábado e domingo.
Parabéns à Comissão
de Festas, à Missão e à
comunidade madeirense
em geral pelo
grande sucesso desta
mui saborosa festividade.

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