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Ainda é cedo para
Portugal enviar militares
Portugal ainda está a avaliar o envio de militares para
o Líbano integrados na força internacional que vai ser
constituída. O ministro da Defesa, Severiano Teixeira,
sublinhou esta segunda-feira que a decisão terá que
envolver o Presidente da República e o Parlamento.
O ministro da Defesa Nacional falava aos jornalistas na área
portuguesa do aquartelamento Slim Lines, em Pristina,
Kosovo, onde estão estacionados as tropas portuguesas em
missão de paz sob o comando da NATO, no final de um almoço
com os militares do 1º batalhão de infantaria mecanizada do
Exército.
«O Governo está disponível para avaliar a situação e a
possibilidade de uma participação nesse quadro. Mas há um
quadro constitucional e o processo de decisão vai ter que se
fazer dentro desse quadro envolvendo outros órgãos de
soberania», afirmou Severiano Teixeira.
Questionado pelos jornalistas sobre se o Governo já iniciou
contactos com o Presidente da República, Cavaco Silva, a
propósito da avaliação da eventual participação portuguesa na
força internacional a destacar para o Líbano, Severiano Teixeira
recusou comentar, mas assegurou que «a cooperação
institucional existe».
«Não posso fazer comentários sobre essa matéria, mas o que
posso dizer é que o quadro constitucional existe, a cooperação
constitucional existe e é nesse quadro de cooperação que as
coisas se farão», afirmou.
Severiano Teixeira afirmou que «ainda é muito cedo» para
falar do tipo de operação e dos custos, dizendo que «esse
problema será equacionado quando e se houver uma decisão»
ao nível das instâncias internacionais.
Portugal vai continuar em missões no exterior
O ministro da Defesa assegurou que Portugal, que tem
actualmente cerca de 800 militares em missões no exterior,
vai continuar a participar em missões no âmbito da ONU e da
NATO, apesar dos custos que essa participação implica. «Dinheiro custa, mas há coisas que não têm preço e o
prestígio do Estado português no exterior e o contributo que
as Forças Armadas são para a paz e para a estabilidade e para
a segurança internacional não tem preço. Temos que
encontrar um equilíbrio» tendo em conta a situação financeira
do país, afirmou.
Na sua primeira visita a missões portuguesas no exterior,
Severiano Teixeira foi acompanhado pelo chefe do Estado-
Maior-General das Forças Armadas, Almirante Mendes
Cabeçadas, e pelo chefe do Estado-Maior do Exército, general
Valença Pinto.

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