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Em Laval, Festa do Senhor da Pedra
A chuva prejudicou o evento, mas não a fé
António Vallacorba
Laval. A Missão de Nossa
Senhora de Fátima local poderá
ter festejado o seu Bom
Jesus da Pedra sob condições
atmosféricas menos
ideais no fim-de-semana transacto,
mas a procissão fez-se,
graças a Deus, e foi evidente
a prova de muita fé demonstrada.
Por outro lado, a comunidade
foi privilegiada com um
donativo da respectiva Câmara
local para ajudar à construção
do seu parque recreativo
(ver mais detalhes numa
outra local).
Esta Missão ao longo dos
anos tem procurado organizar
esta solenidade, de
grande tradição vilafranquense
e a segunda maior festa
micaelense depois das do
Santo Cristo, de modo a melhor
servir os interesses dos
fiéis e, consequentemente,
para um maior brilhantismo
da mesma, como, aliás, merece.
Mas, se não é uma coisa é
outra. E, no caso presente, foi
a chuva que estragou parte
do serão do sábado e todas as
actividades do domingo, no
exterior, pelo que parte do dia
e do serão foi passada no interior.
Este ano, a missa da festa foi
celebrada às 10H00, seguindo-
se um almoço de confraternização,
pelas 11H30, no
Salão Comunitário onde, à
nossa chegada, fomos encontrar
Gilles Vaillancourt entre
as muitas individualidades
também ali presentes, e onde,
aliás, decorreriam as demais
actividades lúdicas do
dia, especificamente, baile
animado pelo conjunto “Sky-
Queen” e concerto pela Filarmónica
do D. Espírito Santo,
sob a regência de Gilberto
Pavão, etc.

Eram quatro da tarde, quando
saiu a digna procissão com
a veneranda imagem do Senhor
da Pedra, seguida de
senhoras e cavalheiros em
promessa, do pálio com o
Santíssimo, Monsenhor André
Desroches e o padre José
V. Arruda.
No desfile, acompanhado
pela Filarmónica do D. Espírito
Santo de Laval, incorporaram-
se ainda Francisco
Salvador, conselheiro das
Comunidades Portuguesas;
Serge Fafard, da Comissão
Escolar de Laval; Alexandre
Duplessis, membro executivo
e conselheiro municipal
por St. Martin, entre outras
individualidades locais; vários
grupos afectos à Missão, entre
os quais a Corporação,
coral, a Associação dos Paroquianos
locais, Comissões de
Festas e representantes de
colectividades socio-culturais
e recreativas, a graciosa juventude,
etc.
Após o regresso da procissão,
a organização ofereceu
uma recepção aos convidados
de honra que nela se
incorporaram, num convívio
sempre agradável entre responsáveis
comunitários, autoridades
e cidadãos.
Estas festividades, registese,
tiveram no início sábado,
com baile animado pelo referido
conjunto supracitado,
mas o sempre aguardado
arraial – disseram-nos – acabou
por ser prejudicado por
via da chuva, mais tarde no
serão.
Outrossim, este acontecimento
foi rodeado também
de muita movimentação à
volta dos serviços de bar, com
bons petiscos, bazar e as
deliciosas melaçadas locais,
quentinhas, aloiradas e assaz
generosas no tamanho.
Parabéns à Missão de Nossa
Senhora de Fátima por
mais esta edição festiva do
Senhor da Pedra. E, se não
foi economicamente mais
proveitosa, pelo menos valeu
pela expressão de fé de todos
aqueles e aquelas que O procuraram
nesses dias.

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