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MADEIRA
António Costa justifica reforma da Lei das Finanças

SAO dirigente do PS e ministro da Administração Interna, António Costa, da Madeira, invocou a necessidade da reforma da Lei das Finanças Regionais, considerando que «a todos é exigível um esforço conjunto para salvar o País».

Discursando na festa/comício do PS-Madeira, denominada “Festa da Liberdade”, na Fonte do Bispo, concelho da Calheta, António Costa defendeu também a necessidade de outras reformas, como a do aparelho de Estado, da Segurança Social e das Finanças Locais.

Em representação do secretário-geral do PS, José Sócrates, António Costa realçou que a actual política «de rigor e exigência» do Governo da República começa a dar «os primeiros resultados», pois, «pela primeira vez nos últimos meses, a economia portuguesa deixou de cair, estabilizou e começou a subir», ainda que modestamente, o que «não satisfaz» o executivo.

Deu ainda o exemplo da quebra do número de desempregados como o reflexo da confiança dos investidores internos e externos na política que o governo tem vindo a seguir. António Costa justificou, assim, a reforma da Lei das Finanças Regionais, porque, como afirmou, «a todos é exigível um esforço conjunto para salvar o País e pôr em ordem as nossas finanças públicas». O Governo madeirense opõe-se a uma revisão da Lei das Finanças Regionais, em curso, que resulte numa redução das transferências do Orçamento de Estado para a região.

O “número dois” do PS considerou ainda o executivo de Alberto João Jardim «o pior exemplo» de uma governação que não atende à necessidade de controlar o défice público, meta que o Governo da República considera fundamental.

António Costa lembrou que foi um governo do PS, liderado por António Guterres, que teve de assumir 70 por cento da dívida regional, no valor de 550 milhões de euros.«É por isso que não podemos parar nas reformas que temos em curso, tendo em vista a estabilização das nossas finanças públicas», afirmou. «Temos de ter uma nova lei, justa e com rigor, e, por isso, é necessário trabalhar sem fantasmas, sem ilusões, sem insultos, com muita seriedade eresponsabilidade»,sublinhou. Porisso,«seháalguémculpado» é quem governa a Madeira «há 30 anos», concluiu.
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