Top
Agenda comunitaria Artistas comunitarios livro comercial
bar
1a pagina
versao pdf do jornal
revista de imprensa
aqui canadá
comunidade
foto reportagens
Technologia
Lingua de preferência
Comentários
Informações
Publicidade
Contactos
loto



00

Uma Burla Sagrada
J. J. Marques da Silva

SAA saga do “Code da Vinci” continua contenciosa e, se o termo latino manda para as bruxas as notas afirmativas de que “as provas aí estão”, os ateus cantam de alto como nas canções das lendas germânicas que a palavra sugere. Temese a descristianização da fé que foi dada aos santos.

As edições “Les Intouchables”, do Quebec, deram à luz, este ano, a obra de Dan Burstein, “Les Secrets du Code Da Vinci”, numa tentativa audaciosa de desempatar os factos, da ficção, que a obra de Dan Brown contém. O livro de Dan Burstein apresenta inúmeras entrevistas de autores de renome que nos ajudam a fazer juízo de Maria Madalena, como esposa de Jesus Cristo, do Priorado de Sião, das burlas da obra do grande Leonardo da Vinci, etc. As respostas são notáveis, mas não harmonizam na sintonia de umas com as outras. São pareceres de imaginação pessoal.

De feição diferente também aí está “Le Message”, editada este ano, dos repórteres M.Beigent, R.Leigh e H.Lincoln, a fazer a pergunta acintosa de quais seriam as consequências para as religiões, o mundo, e a Europa em particular, se a prova duma descendência de Jesus fosse feita. Para complicar ainda mais a questão apareceu igualmente “O Evangelho de Judas”, o iscariote, considerado a maior descoberta arqueológica depois da dos “Rolos do Mar Morto” em 1947.

Terceiro texto do “Codex Tchacos” foi descoberto no Médio-Egipto pelos anos setenta, e depois andou de mão em mão até que a Flamarion o põe agora em tradução integral, à nossa disposição, com comentários dos professores Rodolph Kasser, Marvin Meyer e Gregor Urst. O surpreendente deste dito evangelho é que Jesus considera Judas o apóstolo por excelência, a terceira estrela do firmamento divino, combina com ele o acto da traição, e diz-lhe: “Tu ultrapassarás a todos, porque, entregando-me, sacrificarás o homem que me serve de envelope físico”. Noutras palavras: uma burla sagrada! Até porque, o evangelho de Judas não tem relato da crucificação de Jesus, nem algo sobre a salvação dos pecadores e, consequentemente, à priori oferece extra consideração.

Naturalmente que os descrentes e os contra- Deus terão oportunidade de pôr o seu cepticismo em acção e o seu escrúpulo em linha. Pode haver diminuição de prática ou declínio de fidelidade aos mandamentos exteriores, e isso significará ausência de amor para com Aquele que nos salvou, “o qual se deu a Si mesmo por nossos pecados, para nos livrar do presente século mau”(Gál.1:4). Tenhamos em conta a pergunta de Jesus: “Quando porém vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra?”(Luc.18:8). “Eu vim em nome de meu Pai, e não me aceitais; se outro vier em seu próprio nome, a esse aceitareis” (João 5:43).

Não queremos macular a existência, e nem a memória, daqueles que perseguiram escritores, e queimaram, ou de outro modo destruíram, livros considerados avessos à doutrina da sua profissão. Esse procedimento, sim, foi um dos maiores pecados para a humanidade.

A leitura de um livro contrário à nossa fé também pode aumentar o fundamento da nossa identificação com Deus. Temos experiência de dobrar os nossos joelhos e discutir o assunto com Ele para nossa edificação, e depois explodir de alegria: -”Graças, Senhor, pela liberdade concedida! Assim eu pude ver e conhecer mais da tua verdade, e mais também da mentira dos homens! Compreendo agora, melhor o que está escrito: Aquele que aceitou o seu testemunho, (o de Deus) esse confirmou que Deus é verdadeiro” (João 3:33). Foi manifestação de João Baptista.

O evangelho de Judas pertence ao Gnosticismo. Este movimento chegou a misturarse com o cristianismo primitivo, e depois veio a ser um desvio em oposição. Claro que Judas, o iscariote, não foi o seu autor. O livrinho é antigo, e Santo Ireneu, bispo de Lião, cita-o no seu tratado contra as heresias, (entre 130-208 d.C), e calcula-se que tenha sido escrito perto desta data, portanto muito tempo depois de Judas ter existido. Apareceu primeiro em grego, depois vertido para o idioma copta, agora traduzido para o francês pelos professores acima referidos. O Gnosticismo diferiu, e difere do cristianismo bíblico, e não aceitava que Jeová fosse um Deus perfeito, pois, para a sua corrente, a natureza era imperfeita, e encontrou necessidade de imaginar outros deuses para actuarem na sabedoria e em perfeição. Sustentava que a matéria é completamente maligna, e a humanidade se dividia numa tricotomia de três classes: os “hilicos” que não podem ser salvos, os “psíquicos” que possuem uma alma e podem obter salvação parcial, e os “pneumáticos” (ou gnósticos), dotados de alma e espírito, portanto capazes de obterem a salvação completa. Crêse que o apóstolo Paulo, em Iª Timoteo cap.6:20, advertiu o seu discípulo dessa corrente: “Ó Timoteo, guarda o depósito que te foi confiado, tendo horror aos clamores vãos e profanos e às oposições da falsamente chamada ciência”.

A diferença das teorias religiosas, escritas ou verbais, contrárias à Bíblia, está nos seguintes factos: - O homem, no seu egoísmo, sempre quis apresentar-se com o seu valor pessoal, na tentativa de que Deus fosse banido, ou ficasse na posição de devedor. Afinal só conseguiu digladiar com o seu semelhante espalhando o mal com tristeza e dor. Deus amou-o, e de tal maneira, que ofereceu o Seu Filho unigénito que se deu em preço de redenção pela salvação individual de cada um que O aceite. Alem desse dom gratuito lhe oferece ainda o galardão para as suas obras nas trocas de amor genuíno e puro. Simplicidade, em confronto com as doutrinas espúrias!
Pesquisa personalizada

00


Foto da semana
Blog da comunidade
Chat A Voz
Efemérides
Programas gratuitos

Fundo de ecran
Postais
Jogos
00
bar
remax-ad
A Voz de Portugal é o mais antigo semanário de língua portuguesa no Canadá
Fundado no dia 25 de Abril de 1961, em Montreal, Quebeque, Canadá.
4231-B Boul. St-Laurent, Montreal (Quebeque) Canadá H2W 1Z4
Tel.: (514) 284-1813 - Fax: (514) 284-6150