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Em recepção oferecida pela Casa dos Açores
Auspiciosa estreia do “Som do Vento”
António Vallacorba
Um simples jantar/dançante no âmbito da recepção que a Casa dos
Açores do Quebeque (Caçorbec)
ofereceu na sexta-feira passada ao
Grupo de Dança “Som do Vento”,
tornou-se numa animada sessão
cultural assaz enriquecedora.
Este foi o primeiro espectáculo
desde que o grupo chegou a Montreal,
no dia anterior, numa digressão
que o levará posteriormente a
Toronto e para a qual foi instrumental
a influência de Armando Loureiro,
artista e empresário local, a
par dos apoios comunitários e do da
Câmara Municipal de Lagoa, aqui
representada na pessoa do seu vicepresidente
e assessor cultural daquela
autarquia, Roberto Medeiros.
Enquanto entre nós, actuará ainda
em festas comunitárias e/ou em
outras associações.
Os visitantes mereceram uma
saudação muito especial da parte do
presidente da colectividade anfitriã,
Damião Sousa, que se congratulou
por esta visita do grupo à nossa
comunidade e particularmente à
sede da Caçorbec, que – afirmou –
“constitui uma colectividade privilegiada
em intercâmbios culturais
desta natureza e como elo de ligação
entre a nossa comunidade e os
Açores”.
Pelo seu lado, Roberto Medeiros,
durante a troca de prendas, aproveitou
o ensejo para agradecer toda
a disponibilidade da Direcção da
Caçorbec e para reiterar o seu
cometimento “para com as comunidades
emigradas”, salientando que “a cultura faz a diferença”.

“Acolhimento fora de série!” – assim se
manifestou Irene Botelho, profundamente
grata e perante a forma como a nossa comunidade
os tem recebido, tendo na altura
aproveitado a oportunidade para agradecer
publicamente ao Armando Loureiro e a todas
as pessoas e organismos que se dignaram
apoiar-lhes nesta visita ao Canadá.
Com um repertório de danças e de coreografia
assaz variados, a actuação do grupo
revestiu-se de assaz sóbria, constituindo
mesmo uma novidade bastante agradável para
a maioria de nós.
Claramente, deu nas vistas e foi geral o
agrado manifestado por todos, mesmo entre
algumas das pessoas que talvez tivessem
esperado outro género de danças, regionais,
que não aquelas exibidas.
A própria Jessica, filha do Armando Loureiro,
tomou parte numa das danças protagonizada
por mais duas meninas, de que se
saiu bem, enquanto que o grupo dedicou a última dança ao Armando, ao som duma
canção dele, “Lagoa”.
Claramente, deu nas vistas a actuação destes
jovens do aprazível concelho de Lagoa, tal foi
o agradado geral manifestado por todos os
presentes.
O “Som do Vento”, da freguesia de Santa
Cruz, concelho de Lagoa, S. Miguel, foi
fundado em 1994 e tem como responsáveis
Irene Botelho, directora, e Lilly Freitas,
secretária. Constituem-no os 22 elementos
oriundos de várias classes sociais e compreendendo
as idades de entre os 8 e os 22 anos.
Dedica-se à exibição de danças rítmicas, valsa,
flamenco e de outras de expressão clássica.
Com esta digressão, o grupo pretende “partilhar e adquirir conhecimentos, trocar
experiências com outros jovens da sua idade”,
assim como “aprofundar o seu conhecimento
sobre a cultura canadiana”.
A exibição deste simpático agrupamento foi
uma prova cabal do muito que já se faz de
positivo nas nossas ilhas, especialmente, do
grande interesse que já suscitam entre o povo
as manifestações culturais desta natureza, por
exemplo.
Actuaram ainda o Rancho Folclórico “Ilhas
de Encanto” e o grupo “Recordações”, ambos
da Caçorbec, que com os seus cantares e
bailados regionais, muito contribuíram também
para o enriquecimento do serão.
Como sempre, a Laura Cordeiro voltou a
distinguir-se na confecção do saboroso jantar,
enquanto que o Fernando Vinagre proporcionou
trabalho de destaque como técnico de
som e de animador do baile que se seguiu.
Parabéns à Caçorbec e ao “Som do Vento”,
com votos de boa estadia do grupo entre nós
e de melhor regresso à ilha amada.

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