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Deus manda matar para se ir ao céu?
J. J. Marques da Silva
Pessoa amiga enviou-nos um “e-mail”
dando-nos conta de “uma reunião de
sacerdotes”, havida com motivos de
treinamento face à necessidade de
segurança nas prisões, mesmo para eles
como ministros da sua religião.
Destacaram-se três dissertantes: um
Católico, outro Protestante, e mais um
Muçulmano.
No decorrer do colóquio, face à defesa da “ jihade” (guerra
santa) apresentada pelo Íman islâmico, alguém lhe perguntou: —”Permita-me assegurar-me que entendi bem, ser a ordem
de “Alah”, para matar a todo o descrente do islamismo um meio
para ir ao Céu”. – A resposta foi:
— Correcto!
O protestante agregou:
— “Senhor, tenho um verdadeiro problema tratando de
imaginar o Papa João Paulo a dar ordens a todos os católicos
para matarem os da fé islâmica, e o Dr. Stanley determinar
o mesmo para ir ao Céu”...
O Íman ficou mudo. Mas aí o interlocutor ainda disse:
— “Também tenho problema com ser seu amigo, se você e
seus colegas dizem a vossos pupilos que me matem. Preferiria
você que “Alah” continuasse a ordenar-lhe matar-me para ir
ao Céu, ou que meu Jesus me ordene amá-lo para que eu vá
ao Céu, e quer que você me acompanhe? – Já se vê que o Íman
não respondeu.
Semanas antes escutamos de uma cadeia televisiva, que, no
Afeganistão, outro Íman desejava a conversão do Presidente
Bush ao islamismo para os resultados de Paz.
Ainda nos estamos perguntando, “o que é a conversão?,
segundo o islamismo”. Claro que temos escutado ser “meia
volta de uma religião para outra”, “deixar vida próspera para
depois fazer melhores obras”, “tornar-se opositor beligerante de
uma doutrina para agradar a um mentor humano”. Mas está
provado que nada disso oferece resultados dignos, e sim
conflito. A religião muçulmana está crescendo em toda a parte
e, pelos vistos não encontrou meio da “jihade” ordenada por “Alah” ser posta na gaveta...
Permitam-me o relato bíblico, resumido, de uma ordem dada
por “Jeová”:
— “Quando Jeová, teu Deus, te tiver introduzido na terra, a
qual vais a possuir (...), e tiver lançado fora (...) sete gentes mais
numerosas e mais poderosas do que tu (...) e as tiver dado
diante de ti para as ferir, totalmente as destruirás. Não farás
com elas concerto, nem terás piedade delas” (Deuter.7:1-2).
Esta ordem foi dada a Moisés. Mas há outra, semelhante,
dada ao Rei Saúl, e esta conclui: - “Matarás desde o homem até
à mulher, desde os meninos até aos de mama, desde os bois
até aos jumentos”,etc. (1ª Samuel 15:3).
Que fez o rei Saúl?
—”Feriu Saúl aos amalequitas desde Havilá até chegar a
Sur (...) tomou vivo a Agague, rei dos amalequitas (...), ele
e o povo perdoaram ao melhor das ovelhas, das vacas e dos
cordeiros, e ao melhor que havia, e não quiseram destruir
totalmente” (Idem 15:7-9). – Parece ter feito melhor do que
Deus mandou, estará certo?... Não será algo para que o
islamismo imite proceder como aconselhado ao judaísmo?
Que fez Jeová? Serviu-se de Samuel, juiz de Israel, para ir
dizer a Saúl:
— “Porque tu rejeitaste a palavra do Senhor, Ele também
te rejeitou a ti para que não sejas rei” (Idem 15:23. Será
interessante que o leitor leia todo o capítulo). Moisés não
chegou a entrar na terra prometida, e Saúl perdeu o trono e
desesperou. Há quem diga e pregue que aquelas ordens
bíblicas são lição simbólica de que não devemos poupar os
inimigos que o Diabo põe no nosso caminho, mas a lição é mais
profunda. Se o homem alterar a ordem de Deus, falhará no seu
sucesso. E o amor entre os homens jamais terá feição de
beleza... “Dai ouvidos à minha voz, e fazei conforme a tudo
quanto vos mando; e vós sereis o meu povo, e eu serei
o vosso Deus”, está escrito (Jerem.11:4) .
Pelas semelhanças do Corão com a Bíblia, e dos nomes
históricos que ambas contêm, sendo “Alah” e Jeová o mesmo
Deus, tanto muçulmanos como judeus e cristãos têm sido
maus intérpretes por suas façanhas, de guerras ou de
extermínio. A primeira conclusão que tiramos, é que os
homens sempre desobedeceram, fazendo como quiseram, e
não como Deus mandou. A segunda conclusão é que não
souberam, nem sabem, ouvir a Voz de Deus nas ordens que
dá.
Qual é, pois, a frequência sonora de suas ordens?
Poderíamos responder que essa frequência está firmemente
na unção do Espírito Santo, mas “o homem natural nãocompreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem
loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem
espiritualmente” (1ª Cor.2:14). Tem de haver, com efeito,
uma conversão, e essa não é mudança de religião. É, sim,
identificação com Ele, depois de ser purificado pelo Sangue de
Jesus, “em quem temos a redenção, a remissão das
ofensas, segundo as riquezas da sua graça” (Efés.1:7).
Está escrito: - “A alma que pecar, essa morrerá. A justiça
do justo ficará sobre ele, e a impiedade do ímpio cairá
sobre ele” (Ezeq.18:20). É sentença de Deus, e não se trata
de morte física ou provocada por qualquer assassinato, feito
em seu nome pensando que lhE faz favor. Trata de se estar,
ou continuar estando, separado de Deus pelo pecado,
recusando aceitar o perdão gratuito que Ele confere, ou
substituindo esse perdão gracioso por obras que o invalidem,
ou por teimas de juízo pessoal.

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