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Prova de vinhos do G7 Portugal
Qual deles o melhor, num êxito sem precedente
Antonio Vallacorba
Os vinhos de mesa portugueses
do Grupo dos Sete, estiveram em
grande evidência entre nós em
virtude duma degustação apresentada
no Hotel S. Paulo, quinta-feira
passada e que suscitou muito interesse
e expectativa.
Com o título de “A Arte e o Vinho”,
este já muito popular evento
desvendou aos peritos, agentes da
especialidade e Orgãos da Comunicação
Social locais o “trabalho de
arte” que se encontra num copo de
vinhos aclamados por toda a parte e
Prova de vinhos do G7 Portugal
Qual deles o melhor, num êxito sem precedente
nos quais o carácter tradicional
português se encontra associado a
uma tecnologia moderna e inovadora.
Numa campanha co-financiada
pela União Europeia e Portugal e da
qual, paralelamente, muito se distinguiu
a ICEP, Delegação Portuguesa
do Comércio e Turismo, esta degustação
reuniu um conjunto de vinhos
de grande qualidade dos maiores
produtores nacionais, provenientes
de regiões demarcadas e que podem estar perfeitamente em harmonia com a gastronomia e
a cultu-ra canadiana.
E, se o objectivo foi o de apresentar esses vinhos ao mercado
canadiano, a fim de mostrarem a “diversidade e a originalidade
das suas cepas e estilos”, então, pelos vistos, resultou
amplamente em cheio.
Não faltaram , inclusivamente, os queijos, a fruta e os
acepipes de qualidade também como complemento, mas foram
os vinhos que lhes deram sabor e apetência, não
inversamente.

“É bom sinal. Quer dizer que apareceu mais gente do que se
esperava” – confessava-nos William Delgado, depois de um
funcionário do hotel o ter informado de serem precisos mais
queijos, fruta e acepipes, ao que o William não se fez rogado.
E, assim, lá se foram provando vinhos já conhecidos e
estabelecidos no mercado, tais como o Aveleda, Casal Garcia,
Charamba, Periquita, Moscatel de Setúbal, Mateus Rosé,
Gazela, e outros menos assim, mas cuja alta qualidade foi
reconhecida de imediato.
Neste caso, gostámos muito do Douro Quinta do Cachão
Tinta Roriz 2004, das Caves Messias, e o Tinto da Ânfora 2004,
regional alentejano, Bacalhôa.
O Grupo dos Sete, e num exemplo muito raro em Portugal,
foi fundado em 1992 com o objectivo de promover os vinhos
portugueses pelo mundo, é constituído por Caves Aliança;
Quinta da Aveleda; Bacalhôa, Vinhos de Portugal
(previamente J. P. Vinhos) e Finagra – Herdade do Esporão;
José Maria da Fonseca, Caves Messias e Sogrape. Estes
vitivinicultores, uns mais conhecidos que outros entre nós,
portugueses, estão na origem dos vinhos mais representativos
das principais regiões de Portugal, tais como o Douro, Vinho
Verde, Bairrada, Dão, Ribatejo, Beiras, Palmela, Estremadura,
Península de Setúbal e Alentejo.

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