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“The Genuine You”, de Vctoria Fernandes
À descoberta do verdadeiro “eu” em cada um de nós
Antonio Vallacorba
Foi com enorme satisfação que soube da publicação do livro “The Genuine You” (quem realmente és), de Victoria
Fernandes, não só porque se trata de mais uma escritora lusocanadiana,
do próprio tema que aborda, mas porque, afinal, e
também, ela é uma minha ex-colega de trabalho.
“The Genuine You”, escrito em inglês, numa linguagem
escorreita e editado pela Béliveau Publishing, de Montreal,
com prefácio de Gordon R. Dione, psicologista que teve papel
preponderante na recuperação mental da Victoria logo após o
acidente que ela sofreu, é um fascinante relato da vida da autora
e da sua transformação a partir dali, e poderá constituir um
valioso contributo para as pessoas que estão indecisas sobre
o que fazer com as suas vidas, convidando-as a uma (re)evaluação
das suas verdadeiras personalidades e talentos
pessoais.
Mãe de dois meninos, a Victoria, filha de Américo Fernandes,
também meu ex-colega de trabalho, e de Helena
Fernandes, naturais do Continente, tem a sua própria firma, a
Victoria Fernandes Internacional. Com uma personalidade
muito forte e rica, ela é presentemente uma profissional no
campo do desenvolvimento pessoal das pessoas, depois de ter
sido professora e supervisora departamental numa importante
instituição de saúde local.

O livro, que irá ser traduzido para francês e, possivelmente,
para português, foi lançado na semana passada através do
Canadá, estando para breve a sua apresentação em algumas
cidades europeias. Entretanto, já está disponível nas livrarias
locais da Indigo, Chapters e Archambault, entre outras.
Por tudo isso, impunha-se uma entrevista com ela para este
jornal, o que foi feito no Restaurante Chez le Portugais.
VP – O que foi que te inspirou a abordar um tema como
este?
VF – Resultou do meu “despertar” para a realidade da vida,
em Março de 1998, quando tive um acidente de automóvel, em
resultado do que, fui obrigada a passar muito tempo na cama,
enquanto tomava seiscentos comprimidos por mês. Subitamente,
comecei a interrogar-me que, se eu tivesse morrido
naquele acidente, poderia dizer sinceramente que vivi a vida
para a qual eu tinha nascido para viver...uma vida de paixão, a
vida dos meus sonhos? E a resposta foi um conclusivo “não”.
Foi então que decidi modificar completamente a minha vida.
VP – E acabaste por
contagiar outras pessoas...
VF – É curioso que com essa
minha decisão, eu logo quis
dizer a toda a gente que a vida é
muito curta, que as pessoas
deverão optar por fazer aquilo
que gostam. Depois, passei a
ser convidada para falar em
muitas organizações, em virtude
do que, comecei a receber
imensas cartas de apoio e de
encorajamento para que eu
escrevesse um livro sobre a
experiência por que passara.
VP – O tema é bastante
raro, sobretudo vindo duma autora da nossa comunidade,
como é o teu caso e onde a maioria de nós está
mais virada para questões culturais. Por isso, achas que
o livro vai ter boa aceitação entre nós?
VF – Penso que sim, na medida em que hoje em dia as
pessoas começam a aperceber-se de certas coisas impensáveis
de acontecer antigamente, pois nessa altura muitas
vezes a gente vivia a vida que as outras pessoas pensam que
a gente deve viver. Uma vida rodeada de muitos preconceitos
e tradições.
VP – Hoje, as pessoas encontram-se mais sensibilizadas
para as questões vivênciais...
VF – Claro, e estão a compreender precisamente aquilo que
muitas vezes pensei ao imaginar-me uma mulher de 80 anos
e, descontente, perguntava se eu pudesse viver a minha vida
novamente o que é que eu poderia fazer de diferente para ser
mais feliz.
VP – No teu livro, e em consequência do que descreves
sobre a tua experiência pessoal, emerge uma proposta
visando a promoção dos valores das pessoas em geral,
a fim de que possam descobrir todas as suas
potencialidades. Todavia, achas que é fácil essa
transição do que uma pessoa é para o que ela gostaria
de ser?
VF – Não, não é fácil. A gente tem que passar por muitos dias
difíceis. Temos que estar prontos para essa transição. Mas
quando a gente tomar uma decisão para alterar as nossas vidas,
teremos que olhar sempre em frente. Há dias em que
desanimamos, sobretudo quando existem pessoas à nossa
volta que nos desencorajam. Quando tal acontece, então
devemos questionar-nos todos os dias sobre o que queremos
fazer com as nossas vidas, porque não vamos querer lamentálas
depois. É fácil? Não! Todavia, quando se sobe uma
montanha e se consegue chegar ao cimo dela, é uma
satisfação excepcional. Não tem preço, a recompensa!
VP – Como foi que te apercebeste desta tua inclinação
para a escrita?
VF – Desde criança que
sempre tive a paixão de
escrever. No liceu, fui a
redactora do jornal escolar.
No entanto, nunca me
passou pela ideia de que
um dia eu pudesse vir a
escrever um livro. Felizmente
que a oportunidade
se proporcionou.
VP – Parabéns, e votos de muito sucesso para o teu
livro e de contínua prosperidade pessoal e institucional.
VF – Obrigada. Igualmente para si.
Para os cibernautas ou demais pessoas interessadas nos
serviços profissionais e/ou de mais informações acerca da
Victoria, poderão contactá-la via correio electrónico, para
victoria@victoriafernandes.com.

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