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À espera de uma reacção da ONU

SAA comunidade internacional teme que o ensaio nuclear foi realizado segunda-feira pela Coreia do Norte desestabilize fortemente o planeta. As atenções estão agora viradas para a ONU.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas deverá reunir-se de emergência em Nova Iorque, para discutir este caso, anunciaram diplomatas europeus e norte-americanos, na reacção ao anúncio do teste nuclear levado a cabo pela Coreia do Norte, esta segundafeira. Para a Casa Branca, favorável a uma «acção imediata» da ONU, a explosão nuclear constituiria, a confirmar-se, «uma provocação desafiando a vontade da comunidade internacional».

Este ensaio «ameaça o regime de não-proliferação nuclear e representa um desafio grave de segurança, não só para o Extremo Oriente, mas também para o conjunto da comunidade internacional», declarou, por sua vez, o director-geral da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), Mohamed ElBaradei. A China, avisada por Pyongyang 20 minutos antes da deflagração e que alertou outros países, como os Estados Unidos, admoestou também fortemente o regime nortecoreano, apesar de ser o seu principal apoio internacional.

Quanto à Coreia do Sul, que foi o primeiro país a denunciar o ensaio nuclear norte-coreano, suspendeu, como represália, a ajuda humanitária que concedera ao seu vizinho devido às inundações devastadoras do Verão.

O regime de Pyongyang poderá estar a preparar um segundo ensaio nuclear, e disporá de cerca de 40 quilogramas de plutónio, quantidade suficiente para fabricar sete bombas atómicas, de acordo com os serviços de informações da Coreia do Sul. Trata-se de uma ameaça «para toda a humanidade » e o Japão «vai começar imediatamente a examinar a sua resposta, que incluirá medidas de resposta severas», declarou o novo primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, acabado de chegar a Seul, proveniente de Pequim, quando surgiu o anúncio de Pyongyang. Já o presidente russo, Vladimir Putin, falou de um «prejuízo enorme infligido ao processo de não-proliferação das armas de destruição maciça no mundo».

Este ensaio «inaceitável compromete seriamente a estabilidade regional e representa uma ameaça severa para a paz e a segurança internacionais», afirmara pouco antes a presidência finlandesa da União Europeia. O secretário-geral da NATO, Jaap de Hoop Scheffer, convocou entretanto uma reunião de urgência dos embaixadores da Aliança Atlântica e o primeiro-ministro britânico, Tony Blair, defendeu uma acção do Conselho de Segurança da ONU, a dvertindo que haverá uma resposta a «este acto absolutamente irresponsável». Também o Governo português condenou a realização do ensaio pela Coreia do Norte, qualificando a decisão de Pyongyang de irresponsável e inaceitável e uma ameaça à paz e à estabilidade regional e internacional.

O Institutos geológicos de vários países registaram segunda-feira um sismo de magnitude 4,2 na escala de Richter, provocado por uma explosão mas não confirmam que se tenha tratado de um ensaio nuclear. Dois dias depois de o regime nortecoreano ter anunciado que realizou um ensaio nuclear “coroado de sucesso”, persistem as dúvidas sobre a potência e mesmo sobre a natureza do engenho detonado por Pyongyang.
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