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Em memória de Rogério Barão
António Vallacorba
Ainda recentemente eu registava aqui a
passagem do 76º aniversário de Rogério
Barão, mal sabendo que dois meses depois,
voltaria a falar dele aqui, desta vez com... uma
nota necrológica! Mas a vida é assim mesmo:
de um momento para o outro não somos nada,
quantas vezes a vida nos obrigando ao uso de
uma máscara de valentia... com o coração a
sangrar!
Vítima de doença que não perdoa, este
nosso e saudoso compatriota desde algum
tempo que vinha sofrendo resignada e estoicamente
as agruras que o enfadonho destino
lhe reservara, e, tal como muitos de nós agora,
fazendo uso daquela máscara de valentia que
atrás me referi, lá ia comparecendo regularmente
a muitas das nossas festas, notavelmente
durante a solenidade de Nossa
Senhora dos Milagres, em que esteve implicado
pessoalmente e/ou durante os habituais
jantares das sextas-feiras, na Casa dos Açores
do Quebeque.
Era viuvo de Alda Barão, vítima de um
trágico acidente de automóvel, perfazem-se
12 anos em 11 de Novembro próximo, e pai
de Dora Barão, directora bancária, todos
naturais de Ponta Delgada, Ilha de S. Miguel,
onde o Rogério trabalhara para a empresa de
construção civil do Eng. Damião e se tornara
conhecido especialmente na organização de
verbenas e bailes do antigo Clube União
Sportiva, como árbitro do
hóquei em patins, etc.
Entre nós, granjeou muitas
amizades pela sua simpatia.
Trabalhou para a companhia
Montreal Fast Print
até aposentar-se, tendo-se
distinguido, com a esposa e
filha, na colaboração e apoio
que prestou à Comissão da
festa de Nossa Senhora dos
Milagres, da Associação
Portuguesa do Espírito Santo,
e, mais tarde, na Casa dos
Açores do Quebeque.
Um homem só é bom depois
de morto. Enquanto
vive, é alvo de críticas, quantas
vezes injustamente.
Quan-do passa à outra vida, aí sim, então já
é tido na maior das considerações e estima.
Todavia, e sabendo-se que ninguém é
perfeito, este nosso ex-comum amigo e meu
ex-compadre, primava pelas qualidades que
sempre exibiu – de bom amigo, considerado,
festeiro, modelo por excelência do amigo que
não impede amigo e para quem era mais fácil
ouvir do que falar.
A sua falta será imensamente sentida.
Paz à sua alma, e que Deus o tenha num
bom lugar.

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