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PS lançou campanha pelo «sim» à despenalização do aborto
O PS lançou segunda-feira a sua campanha
pelo «sim» à despenalização do aborto, numa
conferência promovida pelos eurodeputados
socialistas com a presença do secretáriogeral,
José Sócrates, e do ministro da Saúde,
Correia de Campos.
A eurodeputada socialista Edite Estrela
afirmou à agência Lusa que o objectivo do
evento, que decorrerá no Centro Cultural de
Belém, em Lisboa, três dias antes de
o PS aprovar no Parlamento uma
proposta de referendo sobre o
aborto, é «lançar um debate sério,
com muita informação».
A conferência terá como tema «A saúde sexual e reprodutiva
da mulher» e será aberta
pelas intervenções de Edite
Estrela, do ministro da Saúde,
Correia de Campos, e do secretário
de Estado da Presidência do Conselho
de Ministros, Jorge Lacão.
O primeiro-ministro e secretário-geral do
PS, José Sócrates, encerrará o colóquio, após
a secretária nacional para a Igualdade do
Partido Socialista Operário Espanhol
(PSOE), Maribel Montaño Requena, ler uma
mensagem do primeiro-ministro de
Espanha, José Luís Zapatero.
Antes, haverá um painel sobre «A Europa
e a Interrupção Voluntária da Gravidez
(IVG)», moderado pelo líder parlamentar
socialista, Alberto Martins, com a participação
de eurodeputadas da Dinamarca e da Hungria
e da presidente da Comissão para a
Igualdade e para os Direitos da Mulher, Elza
Pais.
Um segundo painel, sobre «A IVG e a saúde
da mulher» terá a participação do presidente
e do ex-presidente da Comissão Nacional de
Saúde Materna e Neonatal, os médicos Jorge
Branco (director da Maternidade Alfredo da
Costa) e Albino Aroso, respectivamente, da
directora do Observatório da Saúde da
Mulher espanhol e da jornalista Fernanda
Câncio.
Em declarações à agência Lusa, Edite
Estrela reconheceu que este será «o primeiro
grande debate» sobre o
aborto «promovido pela delegação
socialista portuguesa no
Parlamento Europeu e mesmo
por outras entidades», a propósito
do novo referendo que o
PS espera que o Presidente da
República, Cavaco Silva, convoque.
Edite Estrela, que preside à delegação
socialista Portuguesa no Parlamento Europeu
e é vice-presidente da Comissão dos
Direitos da Mulher e da Igualdade de Género,
salientou que será distribuído um folheto«que apresenta o panorama legal do aborto
em cerca de 45 países da Europa».
A eurodeputada adiantou que «na brochura
vê-se uma mancha mais ou menos uniforme,
correspondente aos países onde o aborto é
feito por solicitação da mulher» e há outras
cores para os países onde é feita por razões
sociais e económi cas ou que só o admitem
quando há risco de vida da mulher».
Espanha, por ser caso único onde o
aborto é admitido «por razões psicológicas» e Portugal, «porque se está na
expectativa, em vias de haver um
referendo e de se conhecerem os seus
resultados», aparecem isolados, com
cores diferentes, completou a dirigente
do PS.

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