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II Semana Cultural Açoriana da Caçorbec
A açorianidade no seu melhor
António Vallacorba
A imposição de uma
medalha a Meighan
Benfeito, atleta olímpica,
e a inauguração de
uma sala de conferências
e de uma biblioteca,
a par do lançamento da
página electrónica da
Casa dos Açores do Quebeque (Caçorbec),
concebida por Martin Cabral, no sábado
transacto, constituíram momentos altos desta
II Semana Cultural Açoriana da simpática
colectividade anfitriã.
Essas obras de beneficiação, desde há
longo desejadas, muito dignificam, pois, o seu
património estrutural.
Para este primeiro dia, dedicado aos jovens
e atraindo muito público, deslocou-se dos Açores, precisamente o director da
Juventude, do Governo açoriano, Eng. Bruno
Pacheco, acompanhado do Dr. Paulo Teves,
da Direcção Regional das Comunidades, tendo
ainda contado com a presença do conselheiro
das Comunidades Portuguesas, Francisco
Salvador.
Dando realce à juventude, Jennifer Soares
deu testemunho numa comunicação da sua
presença no III Encontro Comunitário de
Associações Culturais, realizado em Maio na
Ilha de S. Miguel; e a Tânia Contente voltou a
distinguir-se no bailado clássico, com a
execução de algumas danças do seu vasto e
interessante repertório.
A sessão inaugural foi aberta por Jorge C.
Silva, seguindo-se a exibição de um filme
comemorativo dos 40 anos do vulcão dos
Capelinhos, no Faial, findo o que, coube
finalmente a Damião Sousa, presidente da
Caçorbec, apresentar as suas breves palavras
de boas-vindas, assim como na saudação aos
convidados de honra, com os quais foram
trocadas prendas alusivas ao momento.
Para o Eng. Bruno Pacheco, que apresentou
o filme/vídeo “Os Açores nos dias de hoje...
Uma realidade em movimento”, com alguns
dados estatísticos sobre a Emigração, os “Açores não são apenas as nossas 9 ilhas, mas
também as comunidades açorianas”. E,
falando sobre a nova dinâmica do seu Gabinete
e da política da juventude nos Açores,
dissertou acerca dos programas e incentivos
destinados aos jovens das comunidades açorianas,
os quais “poderão ter uma palavra de
relevo no futuro dos Açores”.
O Eng. Pacheco, empossado há quatro
meses, fez ainda referência ao novo programa “Jovens Criadores”, a ser implementado em
2007, ao mesmo tempo salientando que os
jovens das associações culturais das comunidades
estarão em pé de igualdade com
os jovens da Região, “perante a Lei, com os
mesmos direitos e deveres”.
Os apoios para iniciativas culturais como
esta, são sempre importantes e de encorajar.
Daí o relevo do contributo da Caixa de Economia
dos Portugueses de Montreal, na forma
de um cheque de 2.500 dólares entregue
pelo seu presidente do Conselho de Administração,
Emanuel Linhares.
O grupo de cantares “Recordações” e o
rancho folclórico “Ilhas de Encanto”, desta
colectividade, actuaram exemplarmente,
dando de facto razão ao comentário do Manuel
A. Pereira, antigo dirigente, quando nos
disse da sua satisfação, pois pareceu que se
tivesse recuado aos bons anos de uma década
atrás.
Uma palavra de apreço também para o
Fernando Vinagre, técnico do som e animador
do que parece haja sido um muito “movimentado”
convívio para os jovens.
Seguiu-se um Porto de Honra, com a degustação
de petiscos preparados para o momento.
Por tudo isto e o demais que há de vir, fica
bem patente esta exuberante aura de açorianidade,
a que não estarão alheias as exposições
de pintura, de artesanato, de loiça regional,
assaz relevantes, também, no calor
humano das nossas gentes.
Este importante acontecimento cultural,
cujo encerramento está previsto para sábado,
28 do corrente, por ocasião do jantar a assinalar
o 28º aniversário da Caçorbec, continuou
no domingo, com um testemunho sobre o
mestre da Pintura, Domingos Rebelo, e a
actuação do artista/humorista Eng. José
Gaspar, vindo da ilha do Pico.
Entretanto, e das actividades para a segunda
e terça-feira, estava agendada uma palestra
por Manuel Contente sobre os 50 anos do
vulcão dos Capelinhos, conferência de
imprensa com o Eng. Manuel A. Cansado,
presidente da SATA Internacional; palestra do
Dr. Carlos Cordeiro, da Universidade dos
Açores, sobre os Açores, Autonomia e Identidade;
Uma exposição de ideias sobre o ananás,
com António F. Arruda e Jorge C. Silva, etc.

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