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Na Caçorbec, Eng. Manuel. A. Cansado, da SATA
Foi peremptório em defender a companhia
António Vallacorba
Como sabem, o Eng. Manuel A. Cansado, presidente da
companhia aérea açoriana, SATA, esteve recentemente em
Montreal, no âmbito da II Semana Cultural Açoriana, da Casa
dos Açores do Quebeque (Caçorbec).
Tratou-se, portanto, de uma excelente oportunidade para
aquele distinto visitante falar sobre a empresa que tão
competente e dinamicamente dirige e que, não obstante a sua
relativa pequenez, é a mais antiga de Portugal.
Sabendo-se perfeitamente, pois, dos serviços relevantes que
a empresa tem prestado à Região e às comunidades açorianas
da diáspora, passando pela ligação com o Continente, a Madeira
e demais países da Europa ao serviço do Turismo, sem
o qual, disse, “não teríamos o desenvolvimento que se
conhece”, contudo muitas foram as reivindicações que a
audiência achou por bem lhe apresentar, ainda que não
totalmente satisfeitas.
Questões como a da tarifa única, assim reivindicada por
actualmente um passageiro que voar na SATA a partir deste
lado do Atlântico, só poder desembarcar em S. Miguel ou na
Terceira e ter que comprar outro bilhete para o seu destino
final; custos acrescentados pelo que é considerado excesso de
bagagem nos voos de ligação para as demais ilhas; o
descontentamento pelo reduzido número de voos daqui para
os Açores e vice-versa durante o Verão, e a falta dos mesmos
no Inverno, foram atempadamente levantadas, nos casos mais
específicos e/ou consoante as necessidades de cada utente.
A todos, o Eng. Cansado procurou dar resposta com a
competência que se lhe reconhece, enquanto procurando dar
a conhecer a dimensão e os interesses económicos da SATA,
os quais, está bem de ver, nem sempre são os nossos. “Ligar os Açores aos dois lados do mar, não é tarefa fácil”,
explicou, e “para perdermos dinheiro, já temos as explorações
internas” – continuou a argumentar, ao mesmo tempo que
sensibilizava as agências da especialidade para explicarem as
realidades do destino Açores e para acrescentarem “mercado
ao mercado que nós somos, captando os prováveis turistas
canadianos, através de uma campanha forte, com intervenção
governamental”.
Só que no fim de contas, e apesar de tudo, iremos continuar
como estamos! No caso do excesso de bagagem – explicou,
os presentes aviões ATP da SATA, se tiverem de carregar a
bagagem, os “passageiros vão para a rua”. No aspecto da tarefa única, que iriam pensar os açorianos residentes, que têm que
pagar o seu bilhete para se deslocarem de uma ilha para a outra,
se tal facto não se aplicasse aos passageiros imigrantes?
E, claro, o ideal seria arranjar um parceiro económico, caso
da Lawson Tours, de Toronto, que compra à SATA metade das
passagens de cada voo, para que fosse viável um maior número
de explorações a partir de Montreal.
A verdade, porém, é que o
mercado local é incapaz de garantir
o fluxo regular de um certo
número de passageiros ao longo
do ano, para que cá venha um
avião de longo porte.

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