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Semana cultural açoriana da Caçorbec
Culminou com elegante jantar de aniversário
António Vallacorba
Mais um ano se passou na história da
Casa dos Açores do Quebeque (Caçorbec),
dignamente celebrado com pompa
e circunstância no sábado passado,
por ocasião da passagem do 28º aniversário
da sua fundação.
O auspicioso acontecimento, comemorado
com um elegante jantar/
dançante, encerrou da melhor maneira toda uma semana
preenchida de inúmeras actividades socio-culturais e
recreativas, para prestígio e orgulho da Caçorbec e das
próprias pessoas – e muitas foram! - que colaboraram nesse
memorável evento.
Aliás, isso mesmo foi cabalmente reconhecido pela
mensagem do grande ausente, o Dr. Carlos de Oliveira,
Cônsul-geral de Portugal em Montreal, na qual, regozijandose
por “mais este aniversário”, quis sobretudo felicitar a
presente Administração por ter preparado um programa da
Semana Cultural “tão bem pensado, rico em acontecimentos
e variada como já há algum tempo não se via no meio
associativo da Comunidade Portuguesa em Montreal”.
Não faltaram outras manifestações de apreço durante os
discursos da praxe, alusivos a esta efeméride e à semana cultural,
sendo de salientar sobretudo as palavras de
contentamento de Damião Sousa, presidente da colectividade
aniversariante, sobretudo quando declarou “desde 1999 que
não transbordara de tanta alegria!”.

Acompanhando o Damião na mesa de honra, estavam: Paula
Ferreira, secretária da Caçorbec; Francisco Salvador,
conselheiro das Comunidades Portuguesas e em
representação do Cônsul português; Laura Cordeiro,
dedicada colaboradora desta colectividade, e esposo; Rui
António, gerente do Banco Totta; Emanuel Linhares,
presidente da Administração da Caixa de Economia dos
Portugueses de Montreal, e consorte, bem como Jorge C.
Silva, animador cultural do ora findo acontecimento em
epígrafe.
A questão dos apoios comunitários esteve nova e felizmente
em destaque durante esta noite, com evidência para os
donativos da companhia “Bowater”, 5 mil dólares, através da
sua directora dos Recursos Humanos, Paula Ferreira;
Emanuel Linhares e Maria João Dias (JOEM), 500 dólares;
Adriano Costa, 350 dólares, e Anibal Ventura, da Aluminium
Varina, com a construção de duas janelas, no valor de 2 mil
dólares, e o próprio Fernando Vinagre, animador musical desta
semana cultural e não só, com materiais de construção,
avaliados em cerca de 3 mil dólares, para os melhoramentos
nas estruturas ora inauguradas, etc.
Fernando Vinagre, aliás, que, tendo sido feito sócio nessa
noite, se viu também publicamente reconhecido por tal facto
e feito sócio, assim como a Laura Cordeiro, a quem foi prestada
a devida homenagem pelos relevantes serviços que tem
dispensado ao longo de todos estes anos.
Registo, também, embora noutro aspecto, para a
apresentação do tambor que Carlos César, presidente
açoriano, ofereceu ao rancho “Ilhas de Encanto”.
A categorizada artista São, igualmente louvada pela sua
prestimosa colaboração, cantou e encantou com dois dos seus
mais expressivos trechos da música portuguesa, “Povo que
lavas na areia” e “Adeus, Mouraria”.

Entretanto, importa lembrar o grande sucesso da II Semana
Cultural Açoriana, cujo encerramento se verificou no dia antes,
sexta-feira, com momentos de poesia, desfile de modelos
com trajes regionais; actuação da São, acompanhada por Francisco
Valadas e Manuel Travassos; exposições de artefactos,
de bordados e de livros regionais, homenagem a Cristina
Arruda, directora do rancho “Ilhas de Encanto”, entre outras,
com realce muito particular para uma demonstração na
confecção de peças de artesanato por Jorge C. Silva, etc.
Palestras pelo padre José V. Arruda (Religiosidade em
Transição), Ruben Santos (Conselho Mundial das Casas dos
Açores), lançamento do livro “Raízes Azuis”, da Dra. Fátima
Toste, de Toronto; exibição de documentários e/ou de filmes;
exibições folclóricas e de cantares, respectivamente, pelo “Ilhas de Encanto” e pelo “Recordações”, preencheram
muitas das actividades culturais durante os demais dias da
semana.
A administração liderada por Damião Sousa, tal como a que
previamente comprara o próprio edifício, ficará certamente na
história desta colectividade pelas importantes obras de
beneficiação que acaba de conhecer e, de um modo geral,
pelas homenagens e promoção das pessoas a ela afectas, a
que não foi alheia a acção mui meritória, indispensável até, de
Jorge C. Silva.
Parabéns, pois, à Caçorbec, seus dirigentes,
colaboradores e amigos, com votos de contínua
prosperidade.

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