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Sócrates promete aumentos
ambiciosos até 2009
Um aumento ambicioso do salário
mínimo foi a promessa foi deixada esta
tarde por José Sócrates. No encerramento
do congresso, este domingo, o
secretário-geral do PS deixou ainda a
garantia de que o aborto só será despenalizado
se o sim ganhar o referendo.
O secretário-geral do PS, José Sócrates,
afirmou hoje que irá propor ainda este mês na
concertação social uma actualização progressiva
ambiciosa do salário mínimo nacional
nos próximos três anos.
A garantia de José Sócrates foi dada no
discurso de encerramento do XV Congresso
Nacional do PS, que decorreu em Santarém. «O Governo vai apresentar na concertação
social uma proposta concreta para a actualização
progressiva do salário mínimo nos
próximos três anos», disse o líder socialista.
Segundo Sócrates, a proposta será apresentada
ainda este mês e o Governo «espera
poder contar com o empenhamento de todos
os parceiros sociais para um acordo sobre o
salário mínimo que dignifique o trabalho,
reduza as desigualdades e prestigie o diálogo
social». O secretário-geral do PS afirmou que
esta medida se tornou possível «com a
alteração da lei da Segurança Social, que
acabou com a indexação de diversas prestações
sociais ao salário mínimo».
De acordo com Sócrates, essa indexação
«tem prejudicado ano após ano a actualização
do salário mínimo».
«A nova alteração permite agora que se
possa utilizar o salário mínimo de forma
responsável, mas ambiciosa, como um instrumento
de combate à pobreza e de redução
das desigualdades», disse.
Sócrates vincou ainda que o seu executivo
apresentou recentemente no Parlamento
uma nova proposta de lei da imigração,
destinada «a favorecer a imigração legal e
para combater a clandestina».
«Mais do que palavras são estes actos que
fazem do PS um partido com consciência social », sustentou, já depois de se ter referido à
forma como decorreram os três dias de
trabalhos do congresso de Santarém.
Promover unidade do partido «Caros camaradas e amigos, eu gostei
deste congresso», disse, logo no início da sua
intervenção, garantindo depois que procurou
promover «a unidade interna, para que haja
no PS um lugar para todos».
«Foi este o caminho que segui e será esse
o caminho que, como é meu dever, continuarei
a prosseguir, a bem da unidade do
partido», afirmou, recebendo muitas palmas
dos delegados. Sócrates salientou, no entanto,
que «a unidade não deve ser confundida
com unanimismo». «A nossa unidade não é
baseada em equívocos nem em ambiguidades, é uma unidade construída na diversidade
e na pluralidade de opiniões».
A maior ovação a Sócrates surgiu quando o
líder se referiu à linha política saída do
congresso de Santarém.
«O PS confirmou o seu rumo. As reformas
que são necessárias vão para a frente para
modernizar Portugal», disse, antes de se
referir ao actual momento do seu partido
perante os eleitores.
«O que os portugueses dizem nas sondagens é o que já disseram nas eleições, mas
que alguns recusam a ouvir: os portugueses
não querem um país adiado», declarou.

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