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Portagens sobem cerca de 3% a partir de Janeiro

SAAs portagens das auto—estradas vão sofrer um aumento médio de cerca de 3% a partir do início do ano. A proposta de subida média tem por base a inflação homóloga registada em Setembro, descontando a habitação, segundo adiantaram ao DN fontes do sector.O índice de preços no consumidor, descontando a habitação, registou uma subida homóloga de 3,1%, que servirá de base ao aumento médio das portagens das auto-estradas a partir de Janeiro de 2007.

No caso da Brisa, a proposta entregue a 15 de Outubro tem tido por base a inflação de Setembro, porque a divulgação dos números de Outubro é feita no próprio dia limite para a apresentação dos valores, pelo que não tem sido possível reactualizar todas as contas. É que uma vez definido o aumento médio anual, as concessionárias têm de fazer as contas para cada portagem seguindo a regra de que as subidas terão de ser definidas por múltiplos de arredondamentos aos cinco cêntimos. Para cumprir o limite médio de aumentos, algumas portagens sobem mais e outras não chegam a ser actualizadas. Na Lusoponte, concessionária das travessias rodoviárias do Tejo em Lisboa, a actualização anual das tarifas tem por base 100% da inflação. A taxa que serve de referência é a homóloga de Setembro, também sem habitação, regra que é, aliás, também a aplicada às outras concessionárias.

Neste ano, a utilização da inflação de Setembro vai conduzir a um aumento superior ao verificado no ano passado, que foi de 2,8%. Se tivesse sido usada a inflação homóloga de Outubro, a subida seria de 2,7%. Ao contrário do que sucede nos transportes públicos, em que os aumentos de preços procuram reflectir a inflação prevista para o ano, e que em 2007 é de 2,1% nas auto-estradas, as actualizações repercutem a inflação verificada no ano anterior.

Depois de feitas as propostas por cada concessionária, o Governo tem de dar luz verde.Monovolumes aumentam portagens da BrisaDesde este ano, em que o aumento das portagens da Brisa tem sido superior ao inicialmente previsto no contrato de concessão, que apontava que a subida tivesse por base 90% da inflação homóloga. Em causa está o financiamento, via portagens, da decisão do anterior Governo de reduzir os montantes cobrados aos monovolumes.

A passagem destes veículos da Classe 2 para a Classe 1 das portagens foi decidida em 2005 e correspondia ao cumprimento de uma promessa feita à Autoeuropa, fabrica da Volkswagen que produz este tipo de veículo. Este compromisso foi um dos argumentos que fizeram parte do longo processo negocial encetado pelo Governo de Durão Barroso e que visava assegurar a continuidade da fábrica de Palmela em Portugal.

A benesse aos monovolumes levou a uma renegociação do contrato da Brisa, que colocou os restantes automobilistas a pagar a diferença nas portagens. De acordo com a renegociação, a Brisa passa a poder aumentar as portagens com base em 100% da inflação até 2011.
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