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Liga dos campeões
Sonhar com voos mais altos
Helena Resende
O Benfica recebeu o Copenhaga para a
Liga dos Campeões, única e exclusivamente
com a vitória no pensamento… Primeiro
porque assim a possibilidade de continuar na
Liga dos Campeões começa a ganhar um
novo fôlego e depois porque após o desaire
em Braga, a equipa tinha que se redimir e
oferecer uma vitória aos adeptos, na Luz.
E desde cedo, o Benfica tentou pacientemente
encontrar linhas de passe, predominantemente
para Nuno Gomes, mas os
lançamentos eram ou demasiado longos e
noutras vezes o avançado benfiquista era
apanhado em fora-de-jogo. Foi quando os
dinamarqueses tentaram explorar as alas,
que surgiria o primeiro golo da noite... ou
melhor dizendo os dois primeiros golos da
noite, isto porque o Benfica em 4 minutos
começou a fazer sonhar todos os adeptos.
O primeiro golo surgiria logo aos 14
minutos, por Léo. Simão envolveu a defesa
e atrasou junto à linha para Katsouranis que
amorteceu para o defesa-esquerdo que
atirou rasteiro e cruzado. Dois minutos
depois, ainda os adeptos encarnados não
tinham descansado dos aplausos e teriam
novos motivos para festejar. Numa jogada da
direito com a bola a sobrar para Nuno Gomes,
este assistiu Miccoli, que rodou e
rematou rasteiro junto ao posto direito.
E a partir daqui, até ao intervalo só deu
Benfica e por isso não foi de admirar que aos
37 minutos, a equipa da casa voltasse a
marcar. Após um remate de longe de Nuno
Gomes e com o guarda-redes Christiansen
a defender para a frente, Miccoli acorreu para
fuzilar pela segunda vez as redes dinamarquesas.
Na segunda parte, o Benfica entrou com
serenidade e calma em campo, e todas as
melhores iniciativas continuavam a pertencer
aos encarnados. Sem mais golos a registar
por parte da equipa encarnada, esta
segunda parte foi marcada por dois sustos.
Primeiro Ricardo Rocha, que ficou a sangrar
da cabeça após um choque com um jogador
russo e depois Quim, que na defesa de um
livre directo bateu na malha lateral e assustou…
felizmente para o próprio jogador e
para toda a equipa, visto que o guarda-redes
estava a fazer uma exibição segura, tudo não
passaria de um susto. E seria depois deste
lance, aos 71 minutos, que o Benfica faria
mais uma grande jogada de contra-ataque
com Simão a arrancar do meio-campo e a
combinar com Nuno Gomes, que assistiu o
número 20 encarnado. Porém Christiansen
evitaria o quarto golo encarnado.
A partir daqui o Benfica acabaria por
perder um pouco a concentração e aos 89
minutos, o Copenhaga marcaria, através de
Allback. Ricardo Rocha falhou a marcação e
Allback ficou à vontade para bater o desamparado
Quim.
Com este resultado (3-1), o Benfica assegurou
pelo menos a passagem à Taça UEFA,
mas nada está decidido porque para o Benfica
seguir para os oitavos de final da Liga dos
Campeões, a equipa encarnada tem ainda que
vencer obrigatoriamente em Old Trafford,
frente ao Manchester United.
Noite gelada para os Russos…
O Futebol Clube do Porto não poderia ter
começado o jogo de uma maneira melhor,
tendo começado por marcar logo aos dois
minutos, através de Quaresma. Numa falha
da defesa do CSKA, Lucho ficou com a bola,
passou para Hélder Postiga que abriu para a
direita na direcção de Lisandro que cruzou
para a área, onde surgiu Quaresma em boa
posição, fazendo assim o primeiro golo dos
portistas.
Claramente a equipa russa ficou afectada e
até ao final da primeira parte foi a equipa
nacional que esteve sempre mais perto de
marcar e aumentar assim a sua vantagem,
perante uma defesa russa que sentia acrescidos
problemas para deter o tridente ofensivo
portista. A segunda parte seria mais calma e
com menos oportunidades de golo, mas seria
novamente o FC Porto a marcar, desta feita
aos 61 minutos quando Quaresma entrou pela
ala direita, segurou a bola até conseguir cruzar
para Lisandro, que na área assistiu, de cabeça
Lucho, que rematou com facilidade para o
fundo das redes do CSKA.
Com este segundo golo, a equipa russa
ficou completamente desmoralizada e apenas
Vágner Love e Daniel Carvalho, através de
iniciativas individuais tentavam mudar o rumo
da história. A verdade é que estava escrito que
os portistas levariam os três pontos para casa
e que acabariam também de alcançar o comando
do Grupo G, da Liga dos Campeões.
Porém as decisões continuam adiadas, até à
última jornada, quando os Dragões receberem
os ingleses do Arsenal.

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