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Derby de paixões...
Helena Resende
Falar de derby é falar dos
dois maiores clubes de Portugal:
Benfica e Sporting, mas é
também um acto de respeito.
Se voltarmos atrás no tempo,
até ao primeiro de Dezembro
de 1907, no campo
da Quinta Nova, em Carcavelos,
ainda há quem se lembre
de uma amontoar de pessoas
naquela zona costeira.
No princípio do século XX
não era vulgar, mesmo na
capital portuguesa, um ajuntamento
tão grande pessoas.
Mas a causa de tal romaria
popular, que posteriormente
se veio a transformar num
verdadeiro acontecimento
nacional, era clara… naquele
dia, dois clubes da cidade de
Lisboa, com uma rivalidade já
acesa e em crescimento contínuo,
iam defrontar-se pela
primeira vez na modalidade,
que hoje em dia, é considerada
como o “desporto rei”: o
futebol.
Actualmente, a luta da águia
e do leão continua com a
mesma força que tinha no
início do século XX, embora a
evolução dos tempos e a maior
rotatividade de jogadores
e treinadores impeçam aos “reinados” de outrora. No
entanto, a emoção, a força e a
paixão contínua semelhante
e a rivalidade também não se
esgota.
Nesta sexta-feira voltou-se
a jogar mais um Derby Lisboeta,
onde o Benfica conseguiu
uma importante vitória
diante do eterno rival Sporting
Clube de Portugal, num
clássico válido para a 12ª jornada
do Campeonato.
A equipa da Luz entrou
muito bem em campo, e aos
três minutos da primeira parte
os encarnados marcariam o
primeiro golo da noite. Na
sequência de um pontapé de
canto marcado por Simão na
esquerda, Ricardo Rocha cabeceou
na perfeição, não
dando hipótese a Ricardo.
Apesar dos “verdes e brancos”
não terem baixado os
braços e terem continuado à
procura do golo, seria novamente
o Benfica a marcar,
desta feita aos 36 minutos,
através de Simão. O capitão do
Benfica entrou rápido pela ala
direita, passando por Custódio
e perante Ricardo fez o
dois a zero. Por esta altura e
apesar dos adeptos leoninos
tentarem puxar pela equipa,
até ao final da primeira parte
só deu Benfica…
Com o início da segunda
parte, o Sporting regressou
dos balneários com duas substituições:
Custódio e Romagnoli
deram os seus lugares a
Yannick e Carlos Martins. No
entanto e apesar das tentativas,
Quim esteve sempre
muito atento tendo recusado
por diversas vezes o golo aos
leoninos.
Quanto aos destaques negativos
do jogo, estes ficaram
por conta das expulsões, aos
81 minutos de Anderson
Polga, por falta sobre Nuno
gomes e no lance seguinte, e
apenas passados 2 minutos,
seria o próprio Nuno Gomes
a ser expulso depois de uma
entrada dura sobre João Moutinho.
Ainda antes de finalizar a
partida, Yannick em boa posição
dentro da área, atirou de
pé esquerdo, mas Quim voltou
a fazer uma excelente
defesa que impediu mais
uma vez o golo do Sporting.
O Benfica levou para casa
os três pontos, colando-se
assim aos dois primeiros
classificados da tabela: o Porto
e o Sporting.
“Derby da Invicta”
Na Invicta, a semana também
foi de derby, ainda que
tenha menos dimensão e
seja menos apaixonante que
o derby Lisboeta, não deixa
de mover multidões e ser
notícia.
A principal novidade da noite,
foi a mudança de conteúdo
de Jesualdo Ferreira, que
não incluiu Fucile no lote dos
convocados. Com a derrota
do Sporting, no dia anterior, o
treinador dos portistas não se
poupou, no entanto, a esforços
para tentar manter a liderança
do campeonato. E como
todas as ajudas são bemvindas,
obviamente que os “azuis e brancos” não recusaram
o empurrão de Khadim,
para desbloquear um
jogo que levou quase uma
hora a começar a resolver-se.
Seria precisamente aos 51
minutos que Bruno Morais
rematou contra o corpo de
Ricardo Silva e Quaresma
atirou forte de fora da área. A
bola bateu no poste e na mão
de Khadim, que se fiou no
golpe da vista e deixou a bola
entrar. Num lance inofensivo
de Quaresma, o mesmo ficará
para a história deste campeonato
como um dos mais
inacreditáveis frangos da
temporada.
A partir daí o Boavista não
tinha mais argumentos para
dar a volta ao resultado e o
segundo golo do F.C. Porto
surgiria com alguma naturalidade.
Aos 73 minutos,
Bruno Alves rematou e Postiga
desviou para o fundo das
redes axadrezadas. O auxiliar
tinha a bandeirola levantada
por suposta mão de Cissé,
mas Elmano Santos acabou
por validar o lance. Uma vitória
fácil para os portistas, que
se encontram isolados na
primeira posição do
Campeonato.

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