|
|
|
|
 |
|

Por um sonho... de Campeões
Helena Resende
O Benfica e o Porto procuravam garantir
um lugar na fase seguinte da Liga dos
Campeões, tendo pela frente os gigantes
ingleses do Manchester United e do Arsenal,
respectivamente. Numa noite de
emoções fortes, ambas as equipas
tiveram sortes distintas. O Porto continua
em frente e o Benfica vai ter de se
contentar com a Taça UEFA. Pior sorte
teve o Sporting, que na passada terça-feira
acabou por ser afastado de todas as
competições Europeias, frente aos
Russos do Spartak.
Em Old Trafford só a vitória interessava para
que o Benfica continuasse na Liga dos Campeões.
A missão que os encarnados tinham
pela frente não era fácil, é certo, mas não era
necessariamente impossível. No entanto no “Teatro dos Sonhos” começaria a escrever-se
uma história diferente da desejada…
O Manchester United não entrou em
campo a todo o gás, mas sim com todo o
respeito perante uma equipa que no ano
transacto tinha afastado
os referidos “Red Devils”
dessa mesma competição.
E a verdade é que
todos os receios dos ingleses
tinham um
porquê… Passados alguns
mini-sufocos, a defesa
do Benfica deu mostras
de alguma tranquilidade
e a equipa começou
a chegar-se às redes
da baliza contrária. E aos
27 minutos, no primeiro
remate à baliza do Manchester
United, deu-se
luz em Old Trafford. Simão
progrediu pela direita
e serviu Nelson, que
atrasado, disparou a cerca
de 20 metros da baliza. A bola acabou por
entrar no canto superior esquerdo das redes
do gigante Van der Sar, que voou alto, mas não
o suficiente para deter a águia.
No entanto, aos 46 minutos, o Manchester
United acabaria por começar a gelar a noite do
Benfica, quando após um livre marcado por
Giggs no lado esquerdo, Vidic entrou de
cabeça em antecipação e marcou o golo do
empate.
A segunda parte não começou bem para a
equipa da luz, visto que os ingleses entraram
bem e a controlar total e unicamente o jogo…
e inevitavelmente aos 60 minutos, através de
um cruzamento precioso de Cristiano Ronaldo,
Giggs apareceu ao segundo poste, completamente
isolado e cabeceou para o fundo
das redes de Quim.
Apesar das tentativas, dos esforços e da luta,
o sonho começaria a cair por terra quando aos
74 minutos, na sequência de um canto, Saha
rematou de cabeça fazendo o seu terceiro golo
pelos “Red Devils” e o seu segundo golo
frente ao Benfica.
A equipa encarnada esteve irreconhecível
em toda a segunda parte e ainda não foi desta
que conseguiu vencer no “Teatro dos Sonhos”.
Mas tem de ser feita justiça à equipa do
Manchester United porque realmente foi
mais forte e está em excelente forma.
Com este resultado o Benfica fica afastado
da Liga dos Campeões, mas o sonho Europeu
continua na Taça UEFA.
Melhor sorte para a equipa nortenha
O Porto via os oitavos de final à distância de
um empate. Jesualdo Ferreira, horas antes do
jogo, admitiu que este factor poderia ter
influência no desenrolar do jogo, frisando,
todavia, que os seus pupilos iriam subir ao
relvado do Dragão com o objectivo de somar
os três pontos.
Numa partida de fraca qualidade, a equipa “azul e branca” e o Arsenal mantiveram-se até
ao final do jogo, empatados a zero. Um resultado
que seria o espelho do que se tinha
passado durante toda a partida, onde não
existiram grandes oportunidades de golo,
nem excelentes exibições.
Na primeira parte é, no entanto, de destacar
uma jogada de Paulo Assunção aos 41 minutos,
que tentou a sua sorte com um remate
de longe, que acabou por sair muito perto do
poste esquerdo de Lehmam. Já no segundo
tempo, logo aos 49 minutos, o Porto foi o
primeiro a lançar o sinal de perigo, com
Quaresma a atirar ao poste com a baliza aberta,
depois de um cruzamento de Lisandro da
direita lançado por Lucho. Passados 9 minutos,
seria novamente Quaresma a atirar
outra vez ao poste, com Lehman já batido. Em
zona frontal, o extremo recebeu a bola,
rodopiou sobre o defesa e rematou direito à
base do poste direito da baliza do Arsenal.
O jogo acabaria por terminar com um nulo,
ficando as duas equipas automaticamente
apuradas para os oitavos-de-final da Liga dos
Campeões.
O sonho Europeu durou tão pouco...
O Estádio Alvalade XXI foi o palco, depois da
derrota para o campeonato frente ao Benfica,
para mais uma triste noite para a equipa da
casa. No tudo ou nada, o Sporting acabou por
ser derrotado pelo Spartak de Moscovo, por
1-3, o que ditou o afastamento dos leões das
competições europeias.
Os “verdes e brancos” entraram mal em
campo e não foram melhorando a sua exibição,
ao contrário dos russos que aproveitaram
da melhor forma as lacunas do adversário
para chegar facilmente à vantagem por 2
golos. O primeiro surgiu logo aos 7 minutos
de jogo por Pavlyuchenko. Num centro
atrasado de Bystrov, Jiranek fez um remate à
trave para que depois Pavlyuchenko recarregou
por cima da cabeça, de costas para a baliza
de Ricardo, que nada pode fazer para evitar o
sucedido. Mas seria de novo o Spartak a
ampliar a vantagem, através de Kalynychenko.
Bystrov fez o que quis do flanco
esquerdo do Sporting, picou a bola sobre o
desamparado Ricardo para a cabeçada à
vontade de Kalynychenko.
O Sporting acabaria por conseguir reduzir a
vantagem aos 31 minutos, através de Bueno.
O brasileiro Ronny centrou da esquerda para
a finalização perfeita de cabeça do sul-americano.
Apesar das dificuldades os leões começaram
a segunda parte com provas de carácter
reagindo à adversidade, mas não seriam as
suficientes para dar a volta ao resultado. A
finalização imperfeita, foi a causa da derrota
leonina que acabaria por ser ainda mais dura,
quando aos 89 minutos, o Spartak voltou a
marcar, numa jogada de insistência. Bystrov
desequilibrou e assistiu na área Boyarintsev
que marcou o golo da consagração.
A desilusão foi geral e os jogadores e equipa
técnica saíram de Alvalade sob um coro de
assobios.

 |
|
|
 |

A Voz de Portugal é o mais antigo semanário de língua portuguesa no Canadá
Fundado no dia 25 de Abril de 1961, em Montreal, Quebeque, Canadá.
4231-B Boul. St-Laurent, Montreal (Quebeque) Canadá H2W 1Z4
Tel.: (514) 284-1813 - Fax: (514) 284-6150
|
|
|
|