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Uma primeira histórica em Montreal
Helder Dias

SAMontreal e o circuito Giles Villeneuve receberam este fim-de- semana o Grande Circo da Nascar. É evidente que à priori não estávamos preparados para comentar e muito menos escrever ao sujeito desta Série mas…sensibilizados por tudo que seja desporto motorizado, lá fomos até ao circuito!...e qual não foi o nosso espanto logo que lá chegamos ao deparar-mos com todo um batalhão de longos e potentes camiões, transportando dentro deles verdadeiras garagens, na qual, o monolugar também fazia parte. Comovedor, ao ver que a nível da protecção do ambiente nada se faça para o proteger.

E digo isto, porque logo que entrei no sítio e depois de ter percorrido alguns metros, o cheiro a Karosenne, (gasolina utilizada para fazer rodar estes potentíssimos motores de 775CV) se fazia sentir por todo o lado, não falando na poluição sonora pois caro leitor, será fácil de imaginar, todas estas máquinas a trabalharem ao mesmo tempo, (algumas dentro dos seus stand’s) o mal que fizeram aos nossos ouvidos. Mas …acreditamos, acreditamos que tal como nós, muita gente, oriunda de todas as partes dos Estados Unidos e do Canadá não quiseram de forma alguma perder a primeira edição da Série Bush NASCAR em Montreal, enchendo por completo todos os lugares possíveis neste circuito.

A presença dos pilotos canadianos, muito contou para este sucesso e Patrick Carpentier, Alex Tagliani, Andrew Ranger, Demoulin,etc. estiveram sempre na primeira linha de todas as atenções. Patrick Carpentier, que pilotou um bólide pertencente ao americano Armand Fritz, olhando a sua qualidade de piloto urbano, estaria logo à partida em vantagem aos mais credenciados pilotos uma vez que estes estão mais habituados a circuitos ovais. Mas, todos eles, fizeram impecavelmente o seu trabalho quando chegou a hora da verdade e na qual, Patrick Carpentier, soube tirar de vantagem sobre o seu DODGE 22 e conseguiu ser o mais rápido na pista. Largando da primeira posição o piloto de Joliette ofereceu a todo o publico presente um verdadeiro espectáculo, ao terminar a corrida no pódio na segunda posição, depois de ter impecavelmente travado uma luta incrível nas últimas quatro voltas, contra o americano Kevin Harvick,vencedor da prova por apenas 330 milésimos de segundo de diferença.

Mas nem tudo esteve perfeito para o piloto quebequense. Depois de ter perdido duas posições na sua primeira paragem nos pit’s, foi também vítima de uma má estratégia da sua equipa, quando da 39ª volta e depois de uma neutralização da corrida, todos os outros pilotos entraram nos pit’s ficando apenas Carpentier a rodar em pista. Chutando à décima terceira posição, Patrick teve que esperar pela quarta neutralização para se poder colocar entre os dez primeiros. Uma carambolagem nas últimas quatro voltas, fez com que o numero 22 da DODGE reagrupasse o pelotão, pois momentos antes, ele mesmo foi contrariado ao fazer um pião. Massimiliano PAPIS que largou em segundo, terminaria a corrida em terceiro lugar.

No final da corrida e em entrevista para A VOZ de PORTUGAL, Patrick dizia-nos: “Aprendi muito nesta corrida, abri muito as portas no inicio da corrida e dois pilotos aproveitaram-se de imediato; depois deslizei, mas reparti rapidamente pois nunca se sabe o que poderá acontecer no final da prova. Finalmente fui bem recompensado e fechei todas as portas possíveis até ao final. Eu puxei primeiro, depois, Kevin puxou-me mas… foi verdadeiramente fantástico. É assim que se trabalha na NASCAR”.

Antes de todas estas bandeiras amarelas, Marcus Ambrose parecia desde já acreditar na vitória, mas, depois de Robby Gordon e Ambrose se terem batido por duas vezes (que originou uma bandeira preta a Gordon, pelo seu comportamento em pista e que o excluía da corrida), recordo que Ambrose foi o comandante da corrida durante 33 voltas.Com esta vitória de hoje, Kevin Harvick totaliza quatro nesta época na Nascar-Busch e a sua 30ª em carreira. Uma corrida verdadeiramente emocionante, com cinco neutralizações no total. Quanto à extraordinária organização do evento, estavam todos radiantes e felizes pois 129 473 mil pessoas assistiram ao desenrolar das provas durante os dois dias.

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