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Grandes Festas de Nossa Sra. do Monte
Magnificentes em todos os seus aspectos
António Vallacorba

SANuma das edições festivas mais brilhantes de sempre, a comunidade em geral e a madeirense em particular acabam de viver intensamente a solenidade de Nossa Senhora do Monte, padroeira da Região Autónoma da Madeira, que no fim de semana se realizou na Missão Portuguesa Santa Cruz, perante milhares de fiéis e devotos.

Se Nossa Senhora, cujo dia se celebra hoje, 15 de Agosto, Dia da Assunção, foi a grande estrela, o bom tempo, foi a segunda – sempre evidente no sol radioso e quente ou no luar constantemente estrelado! Da Madeira, veio expressamente o padre Silvano Vieira Gonçalves, para presidir a estas festas, de cuja realização ao longo dos anos muito se tem distinguido a respectiva Comissão de Festas, presentemente presidida por Agostinho Bragelas. “Nossa Senhora do Monte, o povo chama por ti”...

Marcou o dia maior, domingo, a singela e vistosa procissão, indo até à Rua Villeneuve e acompanhada pelas Filarmónica Portuguesa de Montreal e Filarmónica do Divino Espírito Santo de Laval.

Francisco Salvador, conselheiro das Comunidades Portuguesas, e Jocelyn Coulon, candidato do Partido Liberal do Canadá nas eleições parciais em Outremont, foram algumas das individualidades que se incorporaram na procissão, a par de senhoras e cavalheiros em promessas, muita juventude, o clero, Comissões de Festas, colectividades recreativas e socio- culturais, etc.

Previamente no dia, o padre Silvano confessara-se maravilhado em testemunhar toda esta exuberância festiva em volta da Sra. do Monte, dizendo “Vindo eu da Madeira, vejo que vocês deixaram a sua terra mas não deixaram a sua fé”. O padre Silvano, natural da freguesia de Santo António, falava durante a sua homília, na eucaristia em que fora acompanhado pelo padre José M. Cardoso e pelo padre Clifford de Souza, coadjuvados pelo diácono António Ramos.

Depois, na sua mensagem de perdão, de amor e de solidariedade, perguntou “Será que os portugueses de Montreal se preocupam uns com os outros?”, para logo responder: “Perdoar, não é fácil, mas é possível; amar, não é fácil, mas é possível (...)”.

As missas foram acompanhadas, no sábado, pelo Coro do Senhor Santo Cristo dos Milagres, sob a gerência de Filomena Amorim; e, no domingo, pelo grupo Coral de Santa Cruz, dirigido por Inês Gomes, e cujas actuações muito contribuíram para o enobrecimento geral das referidas eucaristias.

Bom entretenimento durante os três dias, não faltou, graças às contribuições artísticas de Duarte DJ-Xmen, Rancho Folclórico Portugal de Montreal e Alex Câmara; conjunto “Xpressions”, Grupo Folclórico Madeirense de Toronto, Fátima Miguel e Mário Marinho e, vindo directamente da Madeira, o duo “Os Trapalhões do Riso”, com realce muito especial para o concerto, no domingo, da Filarmónica do Divino Espírito Santo de Laval, sob a direcção do maestro Gilberto Pavão, enobrecendo sobremaneira o arraial.

Outrossim, realce para a grande movimentação à volta das tendas de artesanato, bazar, do bolo do caco, das espetadas, dos vários bares, jogo do rabaneto, entre outros e que muito caracterizam a especificidade destas gostosas festas.

No demais, o bom tempo e a multidão encarregaram-se do resto, num ambiente encantador de luar e/ou de sol, pleno de animação, alegria e harmonia. Aliás, como também diria o padre Silvano, numa “manifestação que alegra Maria” (leia-se N. Sra. do Monte).

Entretanto, abrimos este parêntese para desmascarar e repudiar a nova onda de intimidações feitas por alguns agentes da Polícia, quando, no domingo, e por duas vezes – a primeira ia-se para as 20h30 -, tiveram o “desplante” de abaixar o som no sistema que se encontrava no meio do recinto festivo, perante a estupefacção do respectivo técnico e da multidão. O próprio Fernando Santos, diligente apresentador do espectáculo, foi ameaçado de aprisionamento!

Julgamos ser tempo de o responsável da Missão começar a protestar contra perseguições desta natureza, junto das respectivas instâncias. Parabéns à Comissão de Festas e à Missão por mais esta mui luzida festividade.

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