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Ideias Frescas: Férias...
Natércia Rodrigues
Finalmente, aí estão as férias! Como dizem
os miúdos, UAU!!!! O tempo de
férias é aquele tempo pelo qual todos ansiamos
durante o ano! Para uns até já acabaram
e para outros ainda hão-de vir. Como é bom
ter férias! Como é bom gozar férias! Como é
bom quando chegam as férias cada ano! Finalmente
elas chegaram! Vivam as férias!
Há quem espera por elas durante todo ano.
Há quem nunca espera por elas: porque está
sempre em «férias», ou porque tem sempre
trabalho. Quantos estão à espera que cheguem
as férias, seja quando for, o que importa é que venham! Há quem se aborrece nas
férias porque é um tempo perdido; e há
quem goza as férias como um verdadeiro
dom.
Que fazer nas férias? Para que servem?
Que dilema se nos levanta diante desse tempo
que parece tão vazio, tão inútil! Sobretudo,
quando esperámos tanto por ele! Ou será
que temos algum bom programa para esse
tempo? Já algumas vez regressámos das férias
com maior necessidade de férias do que
no seu início?
Já são demasiadas as perguntas. Também
não as fiz para lhes responder, mas tão-somente
para salientar tantas interrogações
que se colocam diante desta palavra tão
agradável de ouvir, para uns; tão fastidiosa,
para outros; tão esperada por uns; tão desejada
ou sonhada, mas nunca tornada realidade,
para outros ainda.
Há dias lia algures uma série de propostas «Para o Verão». Meses em que temos verdadeiramente
a oportunidade de alargar a nossa
formação, adquirir novas experiências,
gozar de uns dias autênticos de descanso e
até de oração. Seria uma maneira de aproveitar
melhor e mais intensamente as férias.
Porque, férias, é não fazer nada? É ficar a «tostar» ao sol? É só passear? É dormir, dormir...?
Há gostos para tudo, e cada um escolherá,
certamente, o que mais se adapte à sua mentalidade, à sua maneira de ver as coisas, à sua
necessidade do momento, à sua filosofia de
vida. As agências de viagens, certamente
que não se cansarão de apresentar programas
de viagens, e os mais variados destinos
para passar férias; os hotéis, pensões..., não
deixarão de se abastecer, preparar e engalanar
de forma especial para proporcionar os
melhores momentos aos veraneantes; as
praias não deixarão de se encher de barracas
e sombrinhas para receber os banhistas; as
estradas não deixarão de sofrer os engarrafamentos
dos primeiros dias, dos fins-de-semana,
e dos últimos dias, dos meses mais
propícios para passar férias, os meses de Verão.
Quem nos oferece mais? Será que haverá
mais alguma coisa para podermos escolher?
Na verdade há sempre alguém que está
à espera da última novidade, da última oferta,
do último programa. As férias são um direito
de todos os que vendem a sua força de
trabalho, para que possam usufruir de um
tempo de paragem e “fuga” do stress acumulado
ao longo de um ano de trabalho. Se
cada trabalhador não for capaz de ter o discernimento
necessário para fazer esta “paragem”
longe da pressão das entidades patronais,
dos ruídos das máquinas, dos ritmos
acelerados de produção, das grandes esperas
e “apertos” nos transportes públicos, das
correrias de casa para o emprego e deste para
casa, para ir levar e recolher os filhos nos
infantários, fazer as compras e ainda cuidar
da vida do lar... Entrar de férias oficialmente
e continuar a trabalhar, não são férias. Vendê-
las é um crime! Prejudica-se a saúde, depois
há dificuldades em aguentar mais um
ano de trabalho e, às vezes, tornamo-nos uns “chatos” para os nossos amigos e familiares,
perdemos a paciência e já não somos capazes
de ouvir os outros. As férias devem permitir
recuperar este equilíbrio natural da
pessoa humana e contribuir para o desenvolvimento
harmonioso das relações de amizade,
alegria e partilha, quer com os familiares,
quer com aqueles que nada possuem.
As férias são sempre um bom momento
para pôr ordem nas ideias e fazer o balanço
do que anda à nossa volta.

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