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Crianças na Internet
Nova geração de europeus
admite riscos online
Um inquérito realizado pela Comissão Europeia revela que a maioria das
crianças europeias utiliza a Internet várias vezes ao dia e possui o seu próprio
telemóvel. A nova geração está a par dos riscos, mas apenas em último recurso
pede ajuda a um adulto.
A utilização da Internet e do telemóvel é
prática corriqueira para a nova geração de
europeus. Esta é uma das conclusões do Eurobarómetro,
divulgado hoje pela Comissão
Europeia (CE), em Bruxelas. O inquérito
permitiu saber, também, que a utilização da
Internet é, em certa medida, limitada pelos
pais, ao passo que a do telemóvel é muito
mais livre e menos vigiada.
Esta é a primeira vez que se pergunta directamente às crianças europeias como utilizam
as tecnologias de linha e como reagem
aos problemas e riscos da Internet e
dos telemóveis. Foram entrevistadas crianças
dos 9 aos 10 e dos 12 aos 14 anos dos 27 Estados-Membros e também da Noruega
e da Islândia.
“Os piratas são um perigo”
“Estão as crianças europeias demasiado confiantes perante os riscos da Internet?” foi
a questão lançada pelo Eurobarómetro, que teve por objectivo ajudar a Comissão a
aperfeiçoar o programa comunitário “Internet mais Segura”.
Os resultados do inquérito mostram que, de um modo geral, as crianças estão bem
cientes dos potenciais riscos da Internet, como a segurança, os vírus, o acesso a conteúdos
não desejados, o roubo da identidade e o contacto potencialmente perigoso
com estranhos.
Como é o caso de um rapaz de 10 anos inquirido em Portugal, para quem “os piratas
são um perigo, podem espalhar vírus que destroem o disco rígido ou copiar tudo o que
temos no computador, como passwords, documentos, etc.”
Muitos dos inquiridos revelaram estar também cientes da necessidade de tomar precauções.
Uma das regras básicas, segundo uma rapariga de 12 anos, do Luxemburgo, é “não dar dados pessoais na Internet nem o número do telemóvel a desconhecidos.”

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