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Uma prenda bem aproveitada...
O Estádio do Dragão engalanou-se para receber o jogo grande da segunda jornada,
um clássico entre FC Porto e Sporting que também servia de desforra, pelo menos para os adeptos dos azuis e brancos, da Supertaça perdida para os “leões” no arranque da época 2007/08. Desta vez a vitória sorriu aos portistas, mais felizes na finalização e mais consistentes do que no encontro de Leiria, mas mesmo assim em rota de colisão com os ferros da baliza adversária – Quaresma que o diga. E por falar no número sete do FC Porto, parece ter ficado provado que a equipa de Jesualdo Ferreira
está longe de depender de apenas uma unidade, por muito boa que seja. A vitória frente a um rival pelo título dá uma vantagem moralizadora aos portistas, que também já olham para baixo à procura do Benfica. Para os “leões”, este desaire acabou com uma série de 23 jogos fora, para o campeonato, sem perder, ciclo que começou, curiosamente,
após uma derrota frente ao Braga de… Jesualdo Ferreira.
O Benfica, o outro candidato do trio que monopoliza títulos, não conseguiu capitalizar
a aura messiânica de Camacho frente ao Guimarães. É óbvio que o espanhol chegou
na semana passada à Luz e pouco poderia mudar no rendimento da equipa, que frente ao Vitória do Manuel Cajuda somou o segundo empate no campeonato.
Na frente da classificação, com todos os pontos que poderia somar, tal como o FC Porto, está o Marítimo do experiente Sebastião Lazaroni. Kanu e Makukula têm dado uma ajuda importante com os seus golos – e fazem questão de os marcar aos pares -, mas as leis da física e do futebol apontam para que, mais tarde ou mais cedo, ocupem posições mais modestas na classificação. Em duelo de europeus e candidatos a correr atrás dos três grandes, o Braga levou a melhor sobre o Belenenses, mostrando ter um plantel equilibrado e com várias soluções.
Dos restantes resta dizer que já não há equipas sem ponto, o que perspectiva luta interessante pela permanência A Manuel Machado são reconhecidos os méritos de disciplinador e até já se falou do seu nome para emblemas de maior nomeada.
A verdade é que a Académica não consegue vencer em casa e já lá vão nove meses desde o último triunfo no Cidade de Coimbra, frente ao Leiria, os comandados de Manuel Machado voltaram a esbarrar nessa barreira invisível que ameaça hipotecar mais uma época...

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