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Festa do Sagrado Coração de Jesus
Nobre e radiosamente celebrada
António Vallacorba
A temporada de actividades festivas
na Missão Portuguesa Santa Cruz, encerrou apoteoticamente no domingo passado, com a realização, naquele fim-de-semana, da solenidade
do Sagrado Coração de Jesus, cuja procissão foi uma das maiores e mais nobres de sempre.
Estávamos preparados para classificar a procissão, com três filarmónicas e cerca seis de imagens, como sendo maior do que o trajecto previsto, quando, para surpresa de todos – uma surpresa assaz agradável, registe-se -, foi anunciado, inesperadamente, que a procissão iria até à Rua Villeneuve em vez do que estava programado, ou seja, à volta do quarteirão da igreja.
Ainda bem.
De tradição muito sentida na Matriz de Nossa Senhora da Estrela, da cidade da Ribeira Grande, Ilha de S. Miguel,
esta festa, já em 18ª edição, foi iniciada entre nós em 1989, pela Comissão de Festas então presidida por José de Melo.
Vários autocarros vieram com forasteiros dos Estados Unidos e do Ontário, o que ajudou a dar outra dimensão
às actividades dos dias festivos, sendo de salientar a presença da Filarmónica de Nossa Senhora de Fátima, de Gatineau.
O tempo, em especial no domingo, esteve simplesmente
maravilhoso, mesmo a convidar para se sair à rua para ver ou participar na procissão, a qual, como ficou mencionado previamente, deslumbrou pela sua dimensão.
Acompanharam-na a Filarmónica Portuguesa de Montreal,
Filarmónica do Divino Espírito Santo de Laval e Filarmónica de Nossa Senhora de Fátima. Para além da imagem do Sagrado Coração de Jesus, outras como as de Nossa Senhora dos Milagres, de Santa Cecília, de Nossa Senhora de Fátima e Nossa Senhora da Estrela, o pálio com o Santíssimo e o clero, entre outros, enobreceram
sobremaneira esta manifestação pública de grande
tradição dos ribeiragrandenses.
Realce, ainda, para o relativo número de pessoas em promessa, algumas entidades locais, representações socio-culturais e recreativas, Comissões de Festas, juventude
e grupos afectos a esta Missão.
Não obstante, previamente no dia o padre José Maria não pôde deixar de manifestar alguma decepção perante a fraca assembleia da missa a que presidiu, concelebrada pelo padre Clifford de Souza, coadjuvados pelo diácono António Ramos e com o acompanhamento do Coral de Santa Cruz, dirigido por Inês Gomes (a do sábado fora acompanhada pelo Coral do S. Santo Cristo, dirigido por Filoménia Amorim).
Informando que os santos estavam “prontos”, mas questionando-se se o estavam “os fiéis”, perguntou “Onde estão os fiéis de N. Sra. de Fátima, de Santa Cecília
e de N. Sra. dos Milagres”?
Para aquele responsável da Missão, “...temos que rever muita coisa; temos que estar empenhados na fé que nos move”.
No regresso da procissão e com o recinto do parque festivo repleto de fiéis, durante o que, as filarmónicas tocaram os hinos de saudação e despedida às imagens, a Comissão de Festas ofereceu uma recepção aos convidados
que se integraram no respectivo desfile.
David Loureiro, vindo de Bristol, Rhode Island; Fátima
Miguel, agora com um novo CD, “Olha”, e o “New Touch”, com Tony Medeiros, abrilhantaram os bailes, dos arraiais e no subsolo do templo, a par dos concertos efectuados pela Filarmónica Portuguesa de Montreal, sob a gerência de Vitor Parreira, no sábado, e pelas Filarmónica
do D. Espírito Santo de Laval e Filarmónica de N. Sra. de Fátima, dirigidas, respectivamente, por Gilberto Pavão e José da Silva, no domingo.
Um domingo, aliás, com muito povo e pleno de animação,
como se pode deduzir, serviços de bar e bazar, alguns
petiscos, as famosas bifanas e malassadas, a par de uma tenda da interessante ideia do Filipe Pereira, filho da Sandra Mário João, com jogos para a criançada.
Seria bom que, à semelhança daquele jovem de 10 anos, os adultos manifestassem algum poder intuitivo.
Parabéns à Missão e à Comissão de Festas, com uma saudação muito especial pela interessante temporada festiva que ora vem de terminar.

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