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Na Associação Portuguesa do Espírito Santo
Luzida festa de Nossa Senhora dos Milagres
António Vallacorba
As festividades em honra de Nossa Senhora dos Milagres
encerraram apoteoticamente no domingo
passado com os “sabores” arábicos e lisboetas, entre
outros, do inolvidável concerto da Banda de Nossa Senhora
dos Milagres e um muito concorrido baile, abrilhantado
pelo “Xpressions”, um conjunto que começa
a marcar uma presença cada vez mais relevante e promissora.
Previamente no dia, celebrara-se missa solene na Igreja
Notre Dame des Victoires, presidida pelo padre José
M. Cardoso, coadjuvado pelo diácono António Ramos
e acompanhada pelo Coral de Santa Cruz, dirigido por
Inês Gomes.
Na sua homília, o padre José Maria leu uma das famosas
cartas do saudoso padre António Vieira, na qual faz
referência às várias invocações de Maria, lembrando que
esta de Nossa Senhora dos Milagres estava certamente
no coração de todos os terceirenses em doces recordações
das suas peregrinações à freguesia da Serreta.
Conforme sugeriu aquele responsável da Missão Santa
Cruz, “Hoje somos convidados a partir para nossas casas
com os sentimentos de Maria, com as questões de
Maria, mas sobretudo com a fé de Maria...”.
Uma singela, mas vistosa procissão com a imagem da Senhora da Serreta, foi organizada a partir deste templo
e com rumo à Associação Portuguesa do Espírito Santo
(APES), onde a esperava um bonito tapete de flores e a
agradável presença de devotos para saudarem a Senhora
festejada.
A procissão foi acompanhada pela Banda Nossa Senhora
dos Milagres, incorporando-se muita gente em
promessas, a Comissão da festa, Direcção da APES,
membros da Casa dos Açores do Quebeque e das Comissões
de Festas de Nossa Senhora do Monte e do
Senhor Santo Cristo, Coral de Santa Cruz, juventude e
Francisco Salvador, conselheiro das Comunidades Portuguesas,
entre outras individualidades.
Como é habitual, a Comissão da festa ofereceu uma recepção
aos convidados que se incorporaram na procissão.
Uma recepção, aliás, que pugnou pela qualidade e
variedade do respectivo bufete, confeccionado por Paulo
Jorge Fagundes, e que proporcionou um agradável
momento de confraternização.
Esta solenidade, que, já com 15 anos, é, com a de Gustine,
na Califórnia, a segunda mais importante fora da
Terceira, teve auspicioso começo na sexta-feira, com o
tradicional jantar em honra do presidente honorário da
festa, como se poderá ler numa outra local.
Pelo meio, conheceu muitas expressões devocionais
da parte dos fiéis, tais como o novenário de preparação
para a festa durante toda a semana e a peregrinação
efectuada a partir da Igreja Santa Cruz com rumo à sede
da APES.
No sábado, o Bodo de Sto. António, com a distribuição de brindeiras e acompanhamento por alguns músicos da
filarmónica da casa, revestiu-se de um dos pontos altos
do dia e cujo encerramento culminou com a actuação da
Maria dos Anjos e a do Eddy Sousa, apoiados pelo DJ
XMen. (Duarte Froias, agendado para actuar nesta festa,
infelizmente não o pôde fazer, devido ao falecimento
do contra-cunhado, Manuel Unção. Os nossos sentidos
pêsames à família enlutada).
É de salientar, entretanto, entre as muitas outras actividades
complementares, a par dos serviços de bar e bazar,
a realização pela primeira vez do Torneio do Bilro,
um jogo que contou a participação de seis equipas, de
saudosa recordação dos cavalheiros nos seus tempos na
Ilha de Jesus, numa ideia de Francisco Rocha. Venceu a
respectiva taça a parceria de Eduíno-Carlos Martins.
As arrematações, com Duarte Faria, atraíram muito interesse,
o mesmo se podendo dizer da grande variedade
de petiscos, tais como chicharros fritos, morcela, galinha
no churrasco e, a grande novidade, lapas grelhadas,
vindas dos Açores - tudo a fazer lembrar aquele saudoso
ambiente ilhéu à volta das “tasquinhas”.
Em suma, revestiu-se de uma das mais brilhantes festas
de sempre e em que, infelizmente para os nossos
irmãos terceirenses locais, só faltaram os touros!
Parabéns à Comissão da Festa, às incansáveis senhoras
da cozinha e demais membros e colaboradores da
Associação Portuguesa do Espírito Santo, presidida por
Artur Couto e cujo elenco fazem ainda parte Joaquim da
Silva, Joaquim Coelho, Dora Barão e Eduarda Leite.

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