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Polícia que matou fugitivo
suspenso por 240 dias
Enquanto aguarda pelo fim da punição, o que ocorrerá
no início de Outubro, o polícia trabalha para a
Associação Sindical dos Profissionais de Polícia (ASPP/
PSP), que recorreu a um fundo de solidariedade destinado
a agentes suspensos para ajudar o seu associado.
A meio da manhã de 2 de Junho de 2005, Olívio Almeida
foi levado às instalações da DIC, na Rua da Cintura
do Porto de Lisboa, para responder por um processo de
fuga da zona prisional da Polícia Judiciária. O ‘Corvo’
tinha sido detido um mês depois dessa fuga, em França,
e colocado posteriormente na cadeia de alta segurança
do Linhó. Algemado e escoltado por dois guardas-prisionais,
o jovem pediu para ir à casa de banho. Quando
viu o pedido aceite, foi acompanhado por um guardaprisional.
Ao apanhar-se sozinho, o ‘Corvo’ arrancou a sanita,
e partiu o vidro, saltando de uma altura de seis metros.
O guarda-prisional ainda disparou tiros de intimidação,
que de nada serviram. Paulo Frade, que assistiu de longe à fuga de Olívio, juntou-se a outros colegas da DIC
para auxiliar os guardas prisionais a recapturar o fugitivo.
Depois de ter entrado e saído de um autocarro na
Avenida Infante Santo, Olívio Almeida entrou na Rua
Embaixador Teixeira Sampaio, perseguido agora só por
Paulo Frade. O agente da DIC viu o jovem ser expulso
de uma garagem e continuou no encalço do ‘Corvo’.
A “corrida” acabou por ter um final trágico: Paulo
Frade alega ter escorregado na gravilha, o que levou a
pistola de serviço a disparar. O projéctil foi alojar-se na
base do crânio do ‘Corvo’, que tombou morto. A Polícia
Judiciária toma de imediato conta da ocorrência, e
Paulo Frade foi constituído arguido pelo crime de homicídio
negligente. A Inspecção Geral da Administração
Interna chegou a sugerir a sua aposentação compulsiva.
No entanto, a Direcção-Nacional da PSP discordou desse
castigo e aplicou a Paulo Frade a suspensão de 240
dias sem vencimento, que o agente da DIC começou a
cumprir em Fevereiro.
Até ao princípio de Outubro, o polícia está a trabalhar
na sede-nacional da ASPP, na Avenida Santa Joana de
Princesa, em Lisboa, onde ajuda a constituir um dossiê
de imprensa.

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