|
 |
|
|
 |
|

Leituras de verão
“Pico da Pedra”, de Gilberto Bernardo
António Vallacorba
“Pico da Pedra, Percurso de um
Povo” (Secs. XVI - XXI), é um dos
vários livros que tenho estado a ler
durante as minhas habituais leituras
de verão. É da autoria de Gilberto
Bernardo, natural da aprazível freguesia
do Pico da Pedra, concelho da
Ribeira Grande, Ilha de S. Miguel.
Numa edição da Casa do Povo do Pico da Pedra e executada
graficamente pela Coingra, Lda., traz na capa,
da concepção do autor, um aspecto da vida rural local e
está profusamente ilustrada com outras imagens, muitas
delas aguarelas do próprio Gilberto, da memória colectiva
do seu povo.
Tal como o título sugere e conforme Osvaldo Cabral
se refere no respectivo prefácio, o autor compilou em
livro, de linguagem simples “as histórias do seu povo,
as marcas do passado e do presente”, num verdadeiro “testemunho do nosso pequeno que se transformou em
grande mundo, o Pico da Pedra”.
“E faz disso – adianta o ex-director da RTP-Açores e
nosso comum amigo – um valioso lembrete para os que
já se esqueceram que aqui, hoje sendo o pico do mundo,
foi outrora lugar de gente simples e honrada, que se
bateu por muitas causas e que fez jorrar água quando
noutras paragens as fontes não corriam”.
Segundo o autor, ao qual o presidente da Casa do Povo
do Pico da Pedra, José Maria C. Jorge, sugeriu a feitura
desta obra, muitas vezes se interrogara, durante as suas
adolescência e juventude “sobre a história da minha terra.
Numa altura em que éramos obrigados a saber, na
ponta da língua, a história de Portugal, pouco sabíamos
da dos Açores, e, praticamente nada da localidade onde
nascemos”. E perguntava: “Será que ela tinha história”?.
E assim nasceu o livro, repleto de história e dos aspectos
da sociedade, administração, educação e artes,
igrejas, organismos, festividades, infra-estruturas, economia,
transportes, artérias e habitação, etc., de interesse
geral, mas particularmente endereçado aos picopedrenses.
Tive o grato prazer de conhecer
o Gilberto aquando
da nossa participação
numa mesa redonda sobre
as festas e outras manifestações
religiosas do povo
micaelense, organizada
pelo Museu da Emigração
Açoriana e que decorreu
no Teatro Ribeiragrandense
por ocasião das festas da
cidade da Ribeira Grande.
Actualmente aposentado
dos serviços de Segurança
Social, a sua vocação
levou-o a frequentar as aulas
dos escultores Canto da
Maia, Luísa Constantino e
Soares Branco.
Muito activo em tudo o
que diz respeito à cultura
da sua terra e concelho,
tem participado em diversas
exposições individuais
e colectivas. Os seus trabalhos
englobam pintura,
escultura e medalhística.

 |
|
|
 |

A Voz de Portugal é o mais antigo semanário de língua portuguesa no Canadá
Fundado no dia 25 de Abril de 1961, em Montreal, Quebeque, Canadá.
4231-B Boul. St-Laurent, Montreal (Quebeque) Canadá H2W 1Z4
Tel.: (514) 284-1813 - Fax: (514) 284-6150
|
|
|
|