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Novo CD de Jordelina Benfeito
É a alegria de ela “Ser Avó”
António Vallacorba
Jordelina Benfeito acaba de assinalar
os 25 anos da sua carreira artística,
com o lançamento de um novo CD, “Ser
Avó”, durante o jantar de confraternização
do IX Convívio dos Ribeiragrandenses
de Montreal, sábado passado, no Hotel
Ramada, em Blainville.
A ex-menina da Bretanha, S. Miguel,
que, ao emigrar, no seu peito trouxe recordações
de entoações por escolas e
igrejas, encontrou aqui o “fado” de todos
nós – trabalho e muitos sacrifícios -,
montou família e...tirou tempo para encontrar
outro “fado”, com o qual suavizou
as saudades dos alfacinhas pela sua
terra natal, ao mesmo tempo despertando
em muitos de nós o interesse pela canção
nacional.
Acompanhada por Mestre Artur Gaipo,
Manuel Travassos, Firmínio Teixeira,
Manuel Valadas, José João, Luis Duarte
e, nestes últimos anos, por António Moniz
e Libério Lopes, foram 25 anos a cantar
a sua Ilha Verde e o amor de Maria
Madalena; de lamentar os 20 anos que já
não tem, de tanta Lágrima derramar e/ou
de ir ao rio lavar...Foram 25 anos de exultar
os nomes de mães, de se aquecer nos
seus xailes, de sentir a falta do afecto dos
pais...Em suma, de cantar a própria existência.
Praticamente toda a família da “cotovia
açoriana” esteve presente no lançamento
do “Ser Avó”, que é dedicado ao neto, o
Noah, 8 anos, ao qual a fotografia regista
a entrega do respectivo CD, enquanto o
mocinho reciproca o afectuoso e simbólico
gesto com a oferta de um ramo de flores.
Jordelina sente-se a avó mais feliz do
mundo, quando canta o trecho que deu
título a este seu último trabalho discográfico.
Com letra de Euclides Cavaco/José
Marques, começa assim com a seguinte
sextilha:
No cruzar do meu destino
Eu tive o prazer divino
De nunca me sentir só,
Por ter dado vida à vida
Tive a graça concedida
De ser mãe e ser avó.
Num outro número muito bem sucedido,
Mundo Novo, também da autoria de
Euclides Cavaco (Pedro Rodrigues/A.
Portela), ela canta tudo aquilo que desejaria
que o mundo fosse. Um mundo de
mais amor, justiça, paz e solidariedade.
Este novo CD, com acompanhamento
por António Moniz, à guitarra, e Libério
Lopes, à viola, tem 14 números na sua
totalidade. Constituiu, por outro lado,
uma óptima selecção de trechos, muitos
deles já conhecidos e para todos os gostos.
Brincalhona e trocista, dá-nos, por
exemplo, “Pode ser verdade, pode ser
mentira” e “Oiça lá ó senhor do vinho”.
Romântica e amorosa? Sem dúvida, com “Cigano”, “Bésame Mucho”, “Le Café
des Trois Colombes”, “Volta Esta Noite
Para Mim”. Agradecida? Muito, com “Obrigado, Meu Deus”, “Retrato Sagrado”
e “Valeu a Pena” (esta, no estilo de “My Way”, do Frank Sinatra”). Depois,
vêm as saudades da sua terra e a nostalgia
do próprio fado, nestes outros exemplos
de “Ciau”, “Trago Fados Nos Sentidos”.
“Ser Avó” foi produzido na Midi-Tech
Studio, de Mississauga, Ontário, com
gravação, misturas, baixo, percussão eteclados
por Hernâni Raposo; desenho gráfico
de Edna Guimarães-Raposo e fotografia
por Eduardo Martins.
Em nota complementar de agradecimentos,
a Jordelina mostra-se reconhecida
pelo profissionalismo e carinho dos
técnicos; a toda a sua família e seu público
por todo o apoio que lhe têm dado, assim
como aos jornalistas dos vários Orgãos
da Comunicação Social
Finalmente, e para caracterizar o bom
momento que ela atravessa, não podemos
deixar de invocar esta expressão anglófona
que diz: “Baby, you’re not getting older,
you’re getting better”!
Parabéns “cotovia açoriana”, com votos
de contínuo sucesso e de muita saúde
para que continues a cantar... mesmo que
a voz te doa!

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