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Kimi Raikkonen vence e é o novo campeão do Mundo
Helder Dias
Mais parecia um começo de Carnaval
do que uma corrida de Fórmula 1, tal foi deslumbrante e magnífico
este Grande Prémio do Brasil. Mulheres belíssimas, samba e caipirinha
foram festival neste que foi efectivamente
o mais discutido e decisivo grande prémio da época. Uma semana onde a mais vulgar e misteriosa pergunta era sem dúvida alguma quem seria o futuro Campeão…
Depois da sessão classificatória de sábado,
na qual a Ferrari – por intermédio de Filipe Massa – ofereceu a “pole position” aos milhares de espectadores ali presentes e os outros tantos espalhados pelos quatro cantos do mundo.
Ao comentário de Filipe Massa “Agora a grande briga dos três vai ser atrás de mim”. Consciente que a sua briga passava a ser particular, não deixou de dizer que se fosse preciso ajudar o seu companheiro Kimi Raikkonen, não deixaria
de o fazer, embora tudo faria para vencer
a corrida.
Sem dúvida alguma, Lewis Hamilton se superou mais uma vez e a segunda
posição na partida foi a prova real da boa adaptação do jovem piloto ao novo revestimento do asfalto deste circuito José Carlos Pace (antigo piloto brasileiro que faleceu num acidente aéreo em 1977).
Kimi Raikkonen foi mais rápido que Fernando
Alonso, que largou da segunda linha,
mas na quarta posição. As restantes das dez primeiras posições na linha de partida
depois deste Q3 couberam a: Webber, Heidfeld, Kubica,
Trulli, Coulthard e Rosberg.
Muitos eram os que preferiam que Kimi Raikkonen, da Ferrari, fosse o Campeão do Mundo e o destino (pois eu creio no destino) fez-lhes a vontade. Raikkonen, também conhecido como o Ice Man, é verdadeiramente, e justiça seja feita, o novo campeão 2007, oferecendo-se a Ferrari uma dobradinha na corrida para fechar com chave de ouro mais uma época da Fórmula 1.
A Ferrari, por sua vez fez um jogo impecável e as palavras
que tínhamos recolhido de Filipe Massa no passado sábado vieram ao de cima “Se a equipa precisar de mim para ganhar o campeonato, cá estarei para os ajudar”. E foi o que aconteceu. Estavam rodadas 50 voltas quando Filipe Massa (que na altura liderava) foi chamado para fazer a sua segunda entrada nas “boxes”, voltando atrás de David Coulthard (Red Bull) ele que trazia desde já uma volta de atraso. Kimi, aproveitando a pista livre, fez tempos incríveis
e conseguiu uma boa vantagem. Três voltas se rodaram
e Kimi foi às “boxes” para o seu último reabastecimento,
saindo à frente de Filipe Massa. Nesse momento, Alonso estava em quarto lugar (atrás de Kubica que ainda faria outra paragem) e Hamilton, oitavo.
A Williams coroou uma boa época com um bonito quarto lugar de Nico Rosberg, que esteve muito bem em todas as provas, sendo desde já reclamado para fazer parte de outras equipas. Alex Wurz, que abandonou a competição, foi substituído pelo Japonês Nakajima, tornado famoso ao atropelar três mecânicos quando efectuava a sua paragem nas “boxes”. A BMW, terceira potência, terminou a corrida com os seus dois monolugares a pontuarem. Roberto Kubica
esteve muito regular durante toda a época e Nick Heidfeld,
a conhecer um super campeonato, ofereceram ambos à BMW um recorde de 100%, em pontuar em todas as corridas. Como se não bastasse, o seu total de pontos atingiu
um impressionante total de 101 pontos.
Mais uma dupla decepção da HONDA ao não conseguir terminar a corrida com os seus dois carros. Rubens Barrichello
e Jenson Button seriam vítimas do motor HONDA. “Podermo-nos livrar do carro deste ano e começar a trabalhar
no novo, são os meus maiores desejos. O carro deste ano não só foi lento, como pouco fiável” dizia Button no final da corrida.
E agora, para os mais curiosos, lembro que, pela primeira vez em carreira, desde 1993, completando 15 anos na F1, Rubens Barichello termina o ano sem pontuar.
A tarde de domingo caía e, com o passar das horas, mais a expectativa aumentava. Os comentários eram divididos por milhões
de respostas. Qual delas a mais certa?
Tudo isso quando soubemos que a Williams e BMW teriam, em princípio, utilizado gasolina não conforme. Os mais acreditados comissários da FIA reuniram de imediato, entre os quais o Português Vasconcelos Tavares, decidindo que não seria atribuída qualquer penalização às equipas supostas estarem em falta. Com esta decisão, depois de cerca de cinco horas
de reunião, confirmariam que Kimi Raikkonen era efectivamente o Campeão 2007. Viva o campeão! Mundial de Pilotos
2007:1. Kimi Raikkonen (Finlândia/Ferrari), 110 pontos; 2. Lewis Hamilton (Grã- Bretanha/McLaren)109; 3. Fernando
Alonso (Espanha/McLaren), 109; 4. Felipe Massa (Brasil/Ferrari), 94; 5. Nick Heidfeld (Alemanha/BMW Sauber), 61 e para o GP do Brasil: 1. Kimi Raikkonen (Finlândia/Ferrari);
2. Felipe Massa (Brasil/Ferrari); 3. Fernando Alonso (Espanha/McLaren); 4. Nico Rosberg (Alemanha/Williams-
Toyota); 5. Robert Kubica (Polónia/BMW Sauber) Amigos e fãs incontestáveis da Fórmula 1, quero, antes de tudo, vos agradecer por estarem comigo através deste jornal,
A Voz de Portugal. Agradeço também as mais variadas mensagens de simpatia que os meus leitores me dedicaram.
Na redacção do Jornal, o meu obrigado ao Sylvio e Kevin e ao resto da equipa, por mais um ano a me acompanharem
na F1, prometendo-vos estar de volta na próxima época para levar até junto de vós as últimas deste tão apaixonante
desporto motorizado que é a FORMULA 1.

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