Top
Agenda comunitaria Artistas comunitarios livro comercial
bar
1a pagina
versao pdf do jornal
revista de imprensa
aqui canadá
comunidade
foto reportagens
Technologia
Lingua de preferência
Comentários
Informações
Publicidade
Contactos
loto



Titulo

E de repente, São Miguel...
Conceicão Correia e Sylvio Martins

SAInesperadamente e sem pensar, decidi à última da hora ir aos Açores com o grupo liderado por Luís Miranda que ia jogar golfe e descobrir uma das ilhas dos Açores.

Dia 26 de Outubro, parti de malas feitas para integrar este grupo, sem saber para onde ia e o que me ia esperar.

Sabia que São Miguel, conhecida como a Ilha Verde, é a maior e mais encantadora das ilhas dos Açores, que teria muitas coisas para visitar e que seguramente ia gostar.

Os Açores são um paraíso para quem ama a Natureza, nas formas fantasiosas de lagoas azuis emolduradas por flores, nas alturas de montes, miradouros extasiantes de terra e mar. Nas crateras profundas e verdejantes de antigos vulcões. Nas paisagens que mantêm a pureza original. Na redescoberta da tranquilidade bucólica, da melodia do silêncio. Para férias que são uma deliciosa recordação. Há muito mais para descobrir. Desde o ritmo pausado das danças de um folclore ainda vivo às expressões de uma religiosidade secular. Do perfume rescendente das receitas de uma cozinha enriquecida por fresco peixe e carne tenra ao delicado paladar dos ananases. As férias nos Açores são sempre uma experiência diferente, feitas de pequenos e grandes prazeres... e de arte de saber viver...

À partida, compreendi que não me ia sentir estranha – as caras conhecidas eram muitas e os amigos, alguns. Uma das surpresas desta viagem foi a presença do antigo presidente da Sata, Manuel Cansado, que foi um homem muito apreciado e falado durante esta viagem. E aí fui eu, rumo aos Açores, num voo da Sata um pouco turbulento, mas com tanta energia e tanta alegria da expectativa da chegada, mal se deu por isso. Chegámos a Ponta Delgada de manhã cedo, num dia de sol, onde já pesavam os casacos quentes de Outono do Canadá.
Logo à saída, entre todas aquelas pessoas que esperavam ansiosos familiares e amigos, apercebi-me logo dum rosto conhecido, o Sr. Roberto Medeiros, vice-presidente da Câmara de Lagoa, que nos recebeu de braços abertos e a quem tivemos de prometer ir visitar a sua freguesia. Marcámos logo o dia e, como prometido, ali estava à nossa espera no “lobby” do Hotel para nos levar a conhecer Lagoa, Água de Pau, Caloura e até mesmo a sua casa. O Sylvio (chefe de redacção de A Voz de Portugal) e eu adorámos esta visita e ficámos a conhecer um pouco da história desta ilha. Adorámos a exposição de presépios, exposta na Câmara Municipal e uma exposição de artesanato também ali exposta.

Que dizer dos sete dias passados no Hotel Royal Garden de Ponta Delgada? Que dizer de Ponta Delgada, cidade com casas branquinhas, das Igrejas branco e preto, das ruas estreitas com o mar sempre a espreitar? Que dizer do campo de golfe onde fomos espreitar o nosso grupo jogar? Que dizer dos restaurantes onde fomos comer peixinho fresco, sopa de peixe, polvo à maneira, lapas, cracas, caracóis, bife na pedra, sapateira, morcela com ananás? Que dizer da simpatia das pessoas e da maneira afável como fomos tratados? Não há palavras nem fotografias suficientes para descrever a beleza que os nossos olhos viram durante estes sete dias!
Golfe em São Miguel

Campo da Achada das Furnas, o primeiro percurso de nove buracos do campo de golfe foi originalmente construído de 1936 a 1939, segundo um projecto de Mackenzie Ross, e está situado perto das Furnas e da sua lagoa. Um novo percurso de nove buracos foi Inesperadamente e sem pensar, decidi à última da hora ir aos Açores com o grupo liderado por Luís Miranda que ia jogar golfe e descobrir uma das ilhas dos Açores.

Dia 26 de Outubro, parti de malas feitas para integrar este grupo, sem saber para onde ia e o que me ia esperar.
Sabia que São Miguel, conhecida como a Ilha Verde, é a maior e mais encantadora das ilhas dos Açores, que teria muitas coisas para visitar e que seguramente ia gostar.

Os Açores são um paraíso para quem ama a Natureza, nas formas fantasiosas de lagoas azuis emolduradas por flores, nas alturas de montes, miradouros extasiantes de terra e mar. Nas crateras profundas e verdejantes de antigos vulcões. Nas paisagens que mantêm a pureza original. Na redescoberta da tranquilidade bucólica, da melodia do silêncio. Para férias que são uma deliciosa recordação. Há muito mais para descobrir. Desde o ritmo pausado das danças de um folclore ainda vivo às expressões de uma religiosidade secular. Do perfume rescendente das receitas de uma cozinha enriquecida por fresco peixe e carne tenra ao delicado paladar dos ananases. As férias nos Açores são sempre uma experiência diferente, feitas de pequenos e grandes prazeres... e de arte de saber viver...

À partida, compreendi que não me ia sentir estranha – as caras conhecidas eram muitas e os amigos, alguns. Uma das surpresas desta viagem foi a presença do antigo presidente da Sata, Manuel Cansado, que foi um homem muito apreciado e falado durante esta viagem. E aí fui eu, rumo aos Açores, num voo da Sata um pouco turbulento, mas com tanta energia e tanta alegria da expectativa da chegada, mal se deu por isso. Chegámos a Ponta Delgada de manhã cedo, num dia de sol, onde já pesavam os casacos quentes de Outono do Canadá.
Logo à saída, entre todas aquelas pessoas que esperavam ansiosos familiares e amigos, apercebi-me logo dum rosto conhecido, o Sr. Roberto Medeiros, vice-presidente da Câmara de Lagoa, que nos recebeu de braços abertos e a quem tivemos de prometer ir visitar a sua freguesia. Marcámos logo o dia e, como prometido, ali estava à nossa espera no “lobby” do Hotel para nos levar a conhecer Lagoa, Água de Pau, Caloura e até mesmo a sua casa. O Sylvio (chefe de redacção de A Voz de Portugal) e eu adorámos esta visita e ficámos a conhecer um pouco da história desta ilha. Adorámos a exposição de presépios, exposta na Câmara Municipal e uma exposição de artesanato também ali exposta.

Que dizer dos sete dias passados no Hotel Royal Garden de Ponta Delgada? Que dizer de Ponta Delgada, cidade com casas branquinhas, das Igrejas branco e preto, das ruas estreitas com o mar sempre a espreitar? Que dizer do campo de golfe onde fomos espreitar o nosso grupo jogar? Que dizer dos restaurantes onde fomos comer peixinho fresco, sopa de peixe, polvo à maneira, lapas, cracas, caracóis, bife na pedra, sapateira, morcela com ananás? Que dizer da simpatia das pessoas e da maneira afável como fomos tratados? Não há palavras nem fotografias suficientes para descrever a beleza que os nossos olhos viram durante estes sete dias!

Golfe em São Miguel
Campo da Achada das Furnas, o primeiro percurso de nove buracos do campo de golfe foi originalmente construído de 1936 a 1939, segundo um projecto de Mackenzie Ross, e está situado perto das Furnas e da sua lagoa. Um novo percurso de nove buracos foi integrado no campo anterior, desenhado por Cameron Powell. É um par 71 de 6177 metros, conservando o carácter imprimido por Mackenzie, não se podendo distinguir hoje qual dos campos foi construído primeiro. A separação dos “fairways” faz-se quase sempre pelo uso de imensas criptomérias, árvores de grande porte que, em nossa opinião, são as ideais para a sua delimitação. O campo tem todas as características de um golfe escocês e é, sem dúvida, o campo mais britânico de todo o Portugal. Não se encontra praticamente um “fairway” que não seja ondulado, obrigando a todo o tipo de “shots”, e os “greens” são espectaculares e cheios de «linhas». Dificilmente se encontram palavras para se descrever a extraordinária impressão que o campo de golfe da Achada das Furnas nos deixou, mas o menos que podemos dizer é que o campo de golfe que a Verdegolf aí construiu foi a surpresa mais agradável de todas as nossas viagens pelo golfe nacional. Se aliarmos a essa impressão a beleza de S. Miguel, que possui alguns dos lugares mais bonitos que este nosso planeta tem, qualquer golfista julgar-se-á no paraíso.

Campo da Batalha, um campo completamente diferente comparativamente com o campo das Furnas, devido às suas características essencialmente planas, o qual está dotado de um excelente conjunto de infra-estruturas. Concebido num local histórico (chama-se Batalha, porque no séc.19 ali ocorreu um confronto entre liberais e absolutistas, pelo domínio político da ilha), o mais recente campo de golfe dos Açores é um percurso de planície situado próximo de Ponta Delgada, apresentando características contrastantes do vizinho campo das Furnas, que se define como um percurso de montanha. Com vista para o mar a norte, para a serra a nascente e para as montanhas a sul, o campo foi construído sobre pedra vulcânica, o que tornou mais trabalhosa a moldagem do percurso, dando origem a um espectacular contraste entre as verdes zonas de jogo e o agreste dos bosques de solo pedregoso. Os seus buracos são compridos e largos, com “greens” ondulados e de grandes dimensões, ladeados por árvores de grande porte. O complexo dispõe de um completo conjunto de infra-estruturas que lhe permite acolher o “Azores Open” (a mais importante competição local, de carácter internacional) contando desde Setembro de 2002 com 3 percursos de 9 buracos, o que permite conjugar 3 percursos de 18 buracos completamente diferentes.

Com o nosso guia « Sylvio », visitámos quase toda a ilha: Vila Franco do Campo com o seu santuário lá no alto à Nossa Senhora da Paz. A Este da ilha, enorme caldeira e viçoso jardim. Na pitoresca freguesia das Furnas, o Parque Terra Nostra, com base nas plantações iniciadas no séc. XVIII por Thomas Hickling, e prosseguidas no séc. XIX pela família Praia e Monforte, é uma visão romântica de lagos, caminhos sinuosos, flores exóticas e árvores centenárias, e um lago-piscina de água termal. As Caldeiras das Furnas são uma área de manifestações vulcânicas diversas, de onde brotam géisers de água fervente e lamas medicinais, sendo uma das mais espectaculares a caldeira de Pero Botelho. O vale, atravessado por duas caudalosas
ribeiras, uma de água fria e outra de água quente, constitui uma das regiões hidrológicas mais ricas da Europa, com as suas vinte e duas fontes termais. Esta freguesia é, assim, um importante centro termal onde as águas das ribeiras e lamas sulfúricas das caldeiras são aproveitadas nos diversos tipos de doenças.

Lagoa das Furnas, com o perfil gótico da Ermida de Nossa Senhora das Vitórias projectado nas suas águas límpidas, apresenta, numa das suas margens, sulfataras vulcânicas, autênticas “cozinhas naturais” onde se obtém o famoso cozido nas Caldeiras (enterrado no solo, em recipientes hermeticamente fechados); Ribeira Grande, Rabo de Peixe, Povoação, Ribeira Quente, Sete Cidades, Lagoa, Água do Pau, Caloura e todo o jardim florido do Nordeste.

Nordeste. Há quem o compare à típica vila suíça, dada a rara beleza dos jardins, a que se junta o arranjo das bermas das estradas. O ar puro, os picos e as serras imponentes sobre a encosta recortada, onde o mar parece mais extenso e a linha do horizonte indefinível, o Nordeste
é porta de entrada para o sossego e contemplação da natureza.

Halloween na Povoação
Hoje em dia não é estranho ver bruxas e monstros em Montreal e este ano, tivemos a oportunidade, pela primeira vez, de ver e apreciar a festa do Halloween, dia 31 de Outubro, em São Miguel. Naquele dia tínhamos combinado visitar Nordeste. Pelas 14h00, fomos ao Gimnodesportivo da Povoação, onde cerca de 800 crianças e jovens participavam num lindíssimo evento. Foi igualmente apreciado e avaliado a criatividade e originalidade dos grupos e/ou participantes individuais que se juntaram à festa, expondo abóboras e postais sobre o Halloween. Esta manifestação cultural foi uma surpresa para nós, E todo o nosso grupo foi bem recebido pelo Presidente da Câmara Municipal, Francisco Álvares, e a sua colaboradora Edite Miguel, também colaboradora da revista “O Açoriano”. Depois deste agradável momento, aventurámo-nos para o Nordeste.

Festas de Halloween em bares e discotecas de na região de Ponta Delgada
A tradicional noite de Halloween foi motivo de muitas festas em vários locais de animação nocturna da ilha de S. Miguel. Em Ponta Delgada, o Fair Play, o Karamba, o K Bar, o PDL Café, a Fénix e o Coliseum Bar organizaram festas, sendo que todas foram bastante interessantes e muito diferentes das nossas festas em Montreal, e tiveram algumas surpresas. No caso da Fénix, teve a actuação da artista Suelly Pluma, bem como um concurso de fantasias. O Coliseum Bar, por sua vez, aproveitou desta noite para apresentar a sua nova imagem. Nos restantes espaços, também muita animação, prometida ao longo da noite. No entanto, a animação da noite de Halloween não se confinou à cidade de Ponta Delgada. Na Lagoa, o Monte Mira e o Escape Livre organizaram igualmente festas para comemorar esta festa tradicionalmente americana. Ficámos impressionados pela envergadura do Halloween nos bares de São Miguel.

Com estradas e paisagens de perder o folgo, visitámos as verdes pastagens, os verdes e floridos montes onde o E de repente, São Miguel...chá, o café, o tabaco, as bananas e os ananases e pimenta são produzidos e vendidos para o exterior. E vacas, muitas vacas, a pastar nos sítios mais altos com as vistas mais espectaculares a perguntar como lá chegaram. Não é de admirar que os Açores sejam um grande produtor de manteiga.

Na Maia, perto da Ribeira Grande, ainda se produz chá – desde 1883 – à maneira antiga, e os chás Gorreana e Porto Formoso, únicos chás a serem produzidos na Europa, são muito apreciados pelos conhecedores dessa bebida que pode ser refrescante, com efeitos digestivos e outros….

E as piscinas naturais quentes, as quedas de água quente? Os banhos terapêuticos, a Ferraria onde o mar se casa com uma piscina de água quente?

Na última sexta-feira, jogou-se um jogo de futebol no campo de Água de Pau, logo ali ao lado da casa do Roberto Sousa, embora a chuva miudinha e o calor húmido que se fazia sentir nos ânimos, estavam animados e todos queriam jogar. Camisolas amarelas (Brasil), camisolas azuis (Açores). Os jogadores, todos excelentes (rir), iguaizinhos a Ronaldo, Quaresma, Eusébio, Pauleta e sabe-se lá de que outras estrelas deste desporto tão querido dos portugueses. No final, os Açores saíram vencedores mas, finalmente, todos venceram só por terem a coragem de subir ao relvado, e de que maneira! Uma ideia formidável para finalizar uma semana de convívio.
Logo a seguir ao famoso jogo, seguimos para as Furnas para nos deliciarmos com o famoso cozido feito nos buracos das furnas. A chuvinha continuava… Mas ninguém largou o prato nem o copo de bom vinho. Que delícia… Que barrigada… Ficaram para trás as dietas e, graças à irmã de Roberto Sousa, pudemos provar esta típica delícia.
E deu por fim a nossa visita. Para trás ficaram as Ribeiras, Ribeirinhas, Achadas, Achadinhas, Lombas e Lombinhas, as lagoas verdes e azuis, as caldeiras quentes, os prados verdes, o mar azul, as hortênsias, os jardins floridos do Nordeste e, no último dia, ao ouvir cantar o Grupo Folclórico da Lagoa, senti cair uma lágrima de saudade.

Gostamos? Claro que gostamos…voltaremos? Claro que voltaremos se Deus o permitir.

Obrigado a todos os que nos acolheram, guiaram e me fizeram descobrir este paraíso rodeado de mar.


00

Foto da semana
Blog da comunidade
Chat A Voz
Efemérides
Programas gratuitos

Fundo de ecran
Postais
Jogos
00
bar
remax-ad
A Voz de Portugal é o mais antigo semanário de língua portuguesa no Canadá
Fundado no dia 25 de Abril de 1961, em Montreal, Quebeque, Canadá.
4231-B Boul. St-Laurent, Montreal (Quebeque) Canadá H2W 1Z4
Tel.: (514) 284-1813 - Fax: (514) 284-6150