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Nos
35 anos da Filarmónica P. de Montreal
Uma efeméride que já cheira a ouro!
Antonio Vallacorba
A Filarmónica Portuguesa de Montreal (FPM) acaba de alcançar mais um marco histórico da sua ilustre existência, o qual não só a honra e distingue, como igualmente prestigia a nossa comunidade.
Referimo-nos, evidentemente, à passagem do seu 35º aniversário, dignamente celebrado, sábado transacto, no subsolo da Igreja Santa Cruz, perante uma exuberante presença de convivas, estimada em várias centenas. (Talvez um pouco mais de 500).
Com jantar dançante, animado pelos conjuntos “Xpressions” e “PIRI-PIRI”, este de Toronto, e ainda o categorizado artista Jorge Silva, homenagens justamente devidas a antigos dirigentes, revestiu-se de um dos momentos mais altos na vida da colectividade anfitriã, para o qual contribuiu igualmente o deslumbrante ambiente de cor e amizade. Será, por isso e por tudo o que houve de mais óbvio, recordado por longos e bons anos.
Registo, por outro lado, para a demonstração de solidariedade manifestada por muitas das outras colectividades recreativas e sócio-culturais, de convívios e associações comunitárias aqui representadas, comerciantes, etc.
Outrossim, para as inúmeras individualidades presentes, entre as quais abrimos uma excepção para indicar os nomes, em virtude da substancial ajuda financeira que entregaram ao João Balança mas cujo montante não foi divulgado: François Campagna e Johanne Duchesne – o primeiro, director dos serviços administrativos e de promoção da fábrica da Paróquia Notre-Dame de Montreal (Basílica Notre-Dame de Montreal e Cemitério Notre-Dames-des-Neiges) ; a segunda, directora de vendas.
Mas no fim de contas, foi, sobretudo, a festa da grande família da simpática filarmónica!
Numa noite em que foi mestre de cerimónias o nosso comum amigo Luis Melo, antigo dirigente da FPM e membro da equipa portuguesa da Radio Centre-Ville, o João Balança estava visivelmente emocionado e contente, através das suas palavras de humildade e ao mesmo tempo de orgulho, quando a todos saudou e agradeceu.
A FPM – registe-se – foi fundada no mui feliz dia de 20 de Março do auspicioso ano de 1972, graças ao dinamismo e amor à causa de homens de visão, tais como João da Mota, António dos Reis e António Pacheco. Norberto Dâmaso, Manuel da Silva, João Mendonça e Leonardo Aguiar, são outros dos muitos nomes que ficarão eternamente ligados ao rico historial da nossa mais antiga filarmónica – “mãe” e “avó” das demais, numa feliz expressão de um bom amigo nosso.
Com sede própria e escola de música, tem, também, uma gravação discográfica LP, em 33 rotações, louvável esforço da direcção presidida na altura por José Melo – era maestro o nosso distinto compatriota madeirense, João Mendonça, quase centenário e presente a este evento; e, assistente maestro, José Soares.
A FPM já visitou os Açores, sob a direcção de Balbino Sá, sendo comum deslocar-se anualmente às comunidades da Nova Inglaterra, Ontário e Quebeque para, tal como acontece entre nós, animar as festas daquelas áreas, com que muito se tem distinguido e marcando uma presença de solidariedade e de intercâmbio cultural muito louvável.
Se a refeição da festa pareceu ter sido do agrado de todos, o espectáculo, por outro lado, não lhe ficou atrás, graças à boa música executada e às várias razões que as pessoas tiveram para dançar e divertir-se.
Abriu-o, numa surpresa agradável, o conjunto “Xpressions”, agora com novo membro na bateria, o João Bulhões, e com o Nilton Rebelo a celebrar também o seu aniversário natalício.Seguiu-se-lhe, muito bem, o seu homólogo convidado, “PIRI, PIRI”, de Toronto, ambos conjuntos contribuindo para que o baile fosse sempre bastante animado e a pista de dança assaz concorrida.
Lamentavelmente, e para nosso desgosto, não nos foi possível assistir à actuação do grande artista que é o Jorge Silva, vindo dos Estados Unidos; mas temos a certeza que se terá exibido em grande, para contentamento de todos os seus admiradores/as e para o seu próprio prestígio. A FPM, presidida por João Balança, tem ainda os seguintes colaboradores como membros do elenco directivo: Norberto Tavares e José Freitas, vice-presidentes; Leo Ribeiro, tesoureiro; João Andrade, secretário; Manuel Viveiros, José Duarte, Manuel Melo, Tony Silva, e Wilson Raposo, todos directores. Vitor Barreira e João Bulhões são, respectivamente, maestro e assistente-maestro.
Saudamos a Filarmónica Portuguesa de Montreal, na pessoa do seu dinâmico presidente, com votos de contínua prosperidade e de longa vida em prol de uma das manifestações mais marcantes da nossa cultura popular.

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