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Portugal a frio e fogo

SASeis distritos estavam segunda-feira em alerta amarelo devido às baixas temperaturas. De acordo com o Instituto de Meteorologia, Braga, Vila Real, Bragança, Aveiro, Guarda e Castelo Branco encontravam-se neste nível de alerta, o segundo de uma escala de quatro, devido ao frio que se faz sentir.

As temperaturas são baixas, mas não chove. E a ausência de precipitação e de humidade está desde há quinze
dias a facilitar a activação e propagação de focos de incêndio em diversas áreas do Parque Natural Peneda-Gerês, com especial incidência nos distritos de Braga, Viana do Castelo e Vila Real. “Tem sido um trabalho diário desde há duas semanas, em Montalegre, Salto, Boticas. Já ardeu uma área muito significativa e a falta de chuva não ajuda.

O solo e a vegetação estão muito secos”, contou o comandante Juca, da corporação de bombeiros de Cerva, concelho de Ribeira de Pena, a coordenar uma equipa de Vila Real. Para o comandante, as condições climáticas favorecem, mas parte dos incêndios tem “mão criminosa”. “Não temos prova, mas é estranho os incêndios reavivarem a 200, 300 metros do fogo anterior.

Tem havido um cuidado muito forte para que não ocorram reacendimentos”, justifica. O único Parque Nacional do país, e primeira zona natural protegida, instituída em 1971, tem sido fustigado pelas labaredas, que consomem essencialmente mato e não têm colocado os habitantes em risco.

Só às 18 horas, quase 24 horas depois de ter sido declarado, é que o fogo que lavrava em Fafião, concelho de Montalegre, começava a entrar em fase de rescaldo. Já na madrugada de sábado, duas dezenas de bombeiros
combatiam um incêndio em Cunhas, distrito de Viana do Castelo, que se tinha reactivado à 1h26 de sexta-feira. Simultaneamente, em Queimadela, Braga, registava-se um foco de incêndio.

Em Monte, também em Braga, tinha início mais um incêndio em mato, entretanto circunscrito ao princípio da manhã. A semana anterior já tinha sido crítica: na terça-feira, o fogo consumiu mato em Cabril, no distrito de Braga, e registaram-se incêndios entretanto circunscritos em Sebastião da Geira, no concelho de Terras de Bouro.

As chamas fizeram estragos ainda noutras freguesias de Viana do Castelo e Braga.
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