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O futuro é hoje
Augusto Machado
Somos diariamente confrontados com notícias que chegam dos mais diversos meios de comunicação social com a confirmação de algo que infelizmente já está enraizado dentro de nós portugueses: habitamos um país que está estatisticamente e, para ferir ainda mais o nosso ego, irremediavelmente atrasado em comparação
ao resto dos países da União Europeia, com fracos níveis de crescimento económico, com problemas na saúde, na educação, no ambiente. Um país que mantém elevados índices de abandono escolar.
É certo que as notícias que nos chegam através da comunicação
social apenas reflectem as nossas acções que são totalmente condicionadas pelos nossos pensamentos
e emoções. Os portugueses são pessimistas e parece que gostam de o ser. Claro que há excepções. Felizmente
ainda há os que mantém aquele génio português de vencer. Mas, na generalidade, criam cenários negativos e destrutivos sem se aperceberem do mal que estão a fazer aos outros, às empresas que representam, ao país, mas sobretudo a eles próprios. Depois queixam-se do que vai mal, e que o País não acompanhou o progresso.
Pois bem, este País rico na sua beleza natural, com um clima moderado e invejado por centenas de milhares de turistas que nos visitam durante todo o ano, é bom que alguém se lembre que já foi uma grande Nação – uma Nação de homens arrojados, ambiciosos e inconformados.
Homens sem receio de ultrapassar o desconhecido. E assim descobriram rotas e terras nunca antes vistas. Que de entre pouco mais de meia dúzia de exploradores realmente admiráveis destacam-se portugueses como Vasco da Gama, Pedro Álvaro Cabral, Fernão de Magalhães.
Estes e outros grandes nomes de exploradores portugueses aparecem no livro de história “The Modern Age” página 25, the Portuguese Empire” and the Prince Henry, the Navigator. Homens que deram à Europa o primeiro Império Europeu além-mar. É sempre um grande prazer ler e saber que o Mundo reconhece o contributo
destes grandes portugueses na era dos descobrimentos.
Não há dúvidas! É bom ser português!
Foi uma epopeia na qual todos nós deveremos ter orgulho.
Mas também é verdade que não há estrada para ontem.
Foram tempos heróicos que é bom recordá-los e até eleva a nossa auto-estima. Mas é só isso. Temos que seguir em frente. Sermos o que sempre fomos: para além de outras qualidades, somos os mais desenrascados
e os melhores vendedores de ideias e em termos de criatividade e eficácia em tempos de crise somos extremamente
fortes e excelentes comunicadores nos relacionamentos
interpessoais.
Tem que haver uma transformação individual e interior:
há que assumir que a qualidade de vida é determinada
pela qualidade dos pensamentos. Quanto mais optimistas
formos melhor será a nossa vida – encarar os erros como lições e os obstáculos como oportunidades. Como tudo na vida, a disciplina é a chave para uma cultura
de profissionalismo e sucesso. Ser pontual, cumprir deadlines, fazer o que se promete, são qualidades que, infelizmente, no Portugal de hoje, deixam muito a desejar.
O tempo é o nosso bem mais precioso... mas esgota-se. Simplificar e manter em equilíbrio os diversos aspectos da vida é essencial. E o caminho para nos aproximarmos
dos parceiros europeus não é fácil mas é possível – é uma questão de fé, disciplina e responsabilidade. E a boa notícia é que só depende de cada um de nós. Individualmente!
Não há desculpas.
Qualidade não nos falta.
Agora é só viver o presente e gozar a viagem.
O futuro é hoje.

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