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Na Casa dos Açores do Quebeque
Lúcia Raposo animou convívio do Natal
António Vallacorba
Com o Natal já à porta, e
sabendo-se do espírito de
solidariedade, paz, amor e harmonia
com que ano após ano
o Menino-Jesus sempre deseja
que este seu nascimento seja
celebrado, a Casa dos Açores
do Quebeque (Caçorbec) realizou no sábado passado
um jantar/dançante de confraternização para assinalar a
quadra festiva e de apreciação à sua massa associativa.
Assim se referiu Damião Sousa, presidente desta colectividade,
durante as suas breves palavras de saudação e
de agradecimento – ele que acabara de chegar do Brasil,
aonde se deslocara no âmbito da reunião magna do Concelho
Mundial das Casas dos Açores, que contou com
a participação do presidente açoriano, Carlos César, e
da responsável da Direcção Regional das Comunidades,
Dra. Alzira Silva.
Foi também o próprio Damião que nos informou da
surpresa que nos estava reservada para este bem passado
serão, que contou com as presenças de alguns sócios/
fundadores da Caçorbec, nas pessoas de Manuel Contente,
Carlos Saldanha, Joviano Vaz e esposa – Lúcia
Raposo e a sua gentil filha, Ashley Raposo Belo, um
talento que começa a despertar a olhos vistos.
Uma refeição de comida muito popular, embora assaz
trabalhosa, à base de caldo verde, frango assado com
batata frita, mereceu a aprovação de quantos a saborearam
regaladamente, complementada pela exuberante
mesa de doçaria para sobremesa, também a demonstrar
o simpático gesto de solidariedade das esposas dos
sócios que amavelmente quiseram contribuir para este
agradável serão de confraternização natalício.
Ambiente, pois, encantador a todos os níveis e até de “silêncio” para escutar a Lúcia e a Ashley, tendo esta
começado com uma versão luso-anglófona de “Coimbra”,
mas acompanhada pela mãe apenas na versão portuguesa.
“La Paloma”, “Povo Que Lavas no Rio”, “A Festa na
Nossa Aldeia”, etc., foram alguns dos demais trechos
com que a Lúcia privilegiou o auditório durante esta
breve passagem pela Caçorbec e que fazem parte dos
mais recentes CDs dela, “Alma de Artista” ( este na sua
maioria com composições de Dinora de Sousa e música
do Prof. Carlos Ferreira) e “Canções e Fados”.
Tratou-se, de facto, de uma surpresa muito agradável,
não só para a maioria dos convivas, mas sobretudo para
os que desde algum tempo não a tinham visto actuar,
proporcionando-nos bons momentos de fado e de outras
canções populares. Normanda Ventura foi a feliz contemplada,
com um cabaz de Natal, do primeiro prémio
da venda de uma rifa para tal efectuada. O L. M. Disco
(Fernando Vinagre), que se distinguiu com boa música
de ambiente antes do jantar e no apoio técnico à Lúcia
e à Ashley, merece ainda outra palavra de apreço pelo
concorrido baile que abrilhantou. Para os que porventura
vivem sós e, talvez, afectados por alguma incapacidade
física, constituiu um óptimo ensejo de celebrarem mais
confortavelmente a quadra festiva rodeados de familiares
e amigos e num espírito festivo de grande alegria,
quiçá a fazer lembrar os que saudosamente passámos
nas nossas terras de origem. Parabéns, pois, à Direcção
da Caçorbec, com votos de Santo Natal e de Ano Novo
muito próspero.

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