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PJ detém 14 suspeitos de crimes na noite do Porto

SABruno Pidá, Sandro, “Beckham”, Paulo Aleixo (conhecido como “15 dias”) e Mauro eram os nomes avançados à porta da directoria do Porto da Polícia Judiciária (PJ), mas nem todos oficialmente confirmados pelas autoridades. Estes serão apenas cinco dos 14 suspeitos detidos no âmbito da operação “Noite Branca” por envolvimento na vaga de homicídios na noite do Porto que, numa primeira fase, investiga as mortes do empresário Aurélio Palha, ocorrida a 27 de Agosto e do segurança Ilídio Correia, a 6 deste mês.

Os indivíduos detidos estão indiciados pela prática dos crimes de associação criminosa, homicídio voluntário, tráfico de estupefacientes, receptação e posse de armas proibidas, numa operação complexa que o director nacional da PJ, Alípio Ribeiro, disse já estar concluída. “No entanto, este não é o fechar do livro do crime no Porto, mas sim de uma página do livro”, ilustrou, em conferência de imprensa. As buscas domiciliárias efectuadas pela PJ, adiantavam ontem fontes não oficiais daquela força policial à agência Lusa, visaram ainda residências de polícias suspeitos de envolvimento em esquemas de segurança ilegal — uma informação entretanto des mentida por Alípio Ribeiro.

No entanto, João Rocha, ex-comissário da PSP e actual formador de seguranças privados, recordou: “Na PSP do Porto há polícias no terreno que estão ligados à noite e às discotecas.” Bruno Pidá, alegado líder dos seguranças da Ribeira, e Paulo Aleixo são os protagonistas das detenções e as únicas formalmente confirmadas pela PJ. Mas, dos 14 mandados de captura emitidos, nem todos foram cumpridos. Um dos suspeitos, segundo apurou, encontrava-se a monte. Três dos suspeitos foram libertados logo pela manhã.

“O Paulo Aleixo foi detido por ter sido encontrada uma ‘shotgun’ em sua casa. Nem todos os detidos estão directamente envolvidos, isto foi uma reacção das autoridades, como uma rede de pesca que é lançada ao mar e apanha tudo”, diz Carlos Duarte, advogado daquele segurança. “Ele está a tentar endireitar a sua vida, tem um emprego normal e uma filha.

Está a pagar a factura pelo que fez outrora, pois esteve preso cinco meses por posse de droga”, acrescenta Fátima Castro, também defensora de Aleixo.

O segurança terá justificado a posse da arma com o facto de residir numa “zona complicada” da Ribeira do Porto. Alípio Ribeiro, que acompanhou no local a acção policial, lançada pela PJ do Porto, admitiu que possam fazer-se mais detenções e buscas domiciliárias. Até porque o último homicídio registado — o segurança “Berto Maluco” foi morto à porta de casa a 9 deste mês — ocorreu depois da “Noite Branca” estar já “desenhada”.
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