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Inflação elevada vai
continuar em 2008
O presidente do Banco Central Europeu,
Jean-Claude Trichet, afirmou em Bruxelas que a economia da Zona Euro está a confrontar um período de inflação
elevada “mais prolongada” do que era esperado.
“Os riscos para a estabilidade dos preços a médio prazo estão claramente em alta”, disse Trichet numa audição na comissão dos assuntos económicos e monetários do Parlamento Europeu. O conselho de governadores do BCE esclareceu que não estava a pensar “cortar” as taxas de juro para aliviar as pressões no mercado
do crédito, como fizeram a Reserva Federal americana, o Banco de Canadá e o Banco de Inglaterra. A inflação na Zona Euro acelerou para 3,1 por cento no mês passado, o nível mais alto desde Maio de 2001, com o aumento do preço dos produtos alimentares e a subida dos preços do petróleo.
O BCE alertou também
para a necessidade de contrariar qualquer efeito “secundário”, em termos de aumentos salariais ou de repercussões noutros preços, que pode tornar permanente
este “surto” de inflação. Segundo as previsões do BCE, a inflação deverá situar-se nos 2,5 por cento em 2008, com mais 0,4 pontos percentuais do que este ano. O presidente do BCE considerou ainda particularmente importante manter ancoradas as expectativas de inflação nos mercados financeiros, nos quais persistem
tensões.
O BCE manteve a sua principal
taxa directora nos quatro por cento, abandonando a ideia de um aumento das taxas. Isto aconteceu após o colapso do crédito hipotecário de risco nos Estados Unidos que se traduziu por um aumento dos preços nos mercados.
Desde então, a instituição tem tentado aliviar as tensões no mercado interbancário, injectando, na terça-feira, o montante recorde de 348 mil milhões de euros.

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