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Annan denuncia «violações sistemáticas»
Quénia: Mais de 800 mortos
A violência inter-étnica que abala o
Quénia desde as eleições está agora
centrada no Vale de Rift (oeste), em cuja
capital, Nakuro, 45 pessoas foram mortas
domingo, elevando para 81 o número de
mortos na província desde quinta-feira.
O ex-secretário-geral da ONU Kofi Annan,
no país desde terça-feira passada
para tentar mediar a crise política, denunciou
as «violações sistemáticas dos direitos
humanos» que estão a ocorrer no
país.
A polícia anunciou, domingo à tarde,
que 19 pessoas morreram em Nakuru, capital
provincial, em confrontos inter-étnicos.
Ao final do dia, também de fonte policial,
foi noticiado que 26 outras pessoas
morreram em confrontos da mesma natureza
nos bairros degradados da cidade.
A polícia impôs sexta-feira o recolher
obrigatório nocturno em Nakuru mas,
apesar disso, «há casas em chamas
e a violência voltou a explodir nos
bairros», disse um porta-voz da
Cruz Vermelha, Anthony Mwangi.
Mais de 800 pessoas morreram
no Quénia desde o início da contestação
às eleições presidenciais
de 27 de Dezembro, ganhas pelo
actual presidente, Mwai Kibaki, e
cuja validade é recusada pelo líder
da oposição, Raila Odinga.
Kofi Annan deslocou-se domingo de helicóptero
a esta província para avaliar a
amplitude da crise. O ex-secretário-geral
da ONU avisou que não vai ficar no Quénia «durante meses» e que «o tempo
urge», pelo que os dirigentes devem trabalhar
com os mediadores «o mais rapidamente
possível».

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