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Adiado julgamento do “Apito Dourado”
A primeira sessão do julgamento do
processo “Apito Dourado” começou
segunda-feira, mas durou pouco tempo. As
audiências só serão retomadas no dia 18
deste mês, às 9h30 (hora de portugal). No
Tribunal de Gondomar, os arguidos presentes
mantiveram-se em silêncio e abdicaram
do direito de intervir.
O juiz-presidente, depois de identificar os
23 arguidos (apenas Hugo Vladimiro faltou à chamada do oficial de justiça, pelo que foi
multado) perguntou-lhes se queriam prestar
qualquer declaração a que nenhum acedeu.
Valentim Loureiro, José Luís Oliveira e Pinto
de Sousa são os principais arguidos, a que
se juntam mais 21. Em causa estão suspeitas
da montagem de um esquema para induzir
os árbitros a beneficiar o Gondomar Sport
Club, em 2003/2004. À entrada do tribunal
os advogados de José Luís Oliveira e de Valentim
Loureiro defendiam que não havia
condições para iniciar as audiências. Em
causa estava uma alegada irregularidade no
despacho de pronúncia do processo, relacionada
com as escutas telefónicas. A irregularidade foi admitida pelos juízes desembargadores
da Relação, pelo processo desceu
ao Juízo de Instrução Criminal de Gondomar
para que este se pronunciasse.
Entretanto, em declarações aos jornalistas,
o procurador-geral da República, Pinto
Monteiro, manifestou-se esperançado de
que o julgamento do processo apure “o que
realmente se passou” e que as respectivas
decisões contribuam para o “saneamento”
do espectáculo. O processo “Apito Dourado”
que incluiu investigações a alegados casos
de corrupção e tráfico de influências no
futebol profissional português, foi desencadeado
a 20 de Abril de 2004 com a detenção
para interrogatório de vários dirigentes e árbitros
de futebol.

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