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Hoje jogo eu…
João Mesquita
Depois de assistirmos a mais um fim-de-
semana do nosso futebol, onde
o que devia ficar para ser discutido ao
longo da semana devia ser as belas jogadas,
os belos golos, as oportunidades
falhadas e o “fairplay”, os resultados são
deixados de lado, os jogadores também,
e fala-se na equipa que nunca se deveria
falar, ou sejam, os árbitros, e infelizmente,
na maior parte das vezes, com razão
de queixa de tudo e de todos.
Depois de começar o julgamento de um
dos vários processos do Apito Dourado,
podia-se pensar que os casos polémicos
iriam acabar ou, pelo menos, diminuir,
pois bem nos enganamos e muito por culpa
das altas esferas que dirigem e mandam
na arbitragem. Não é possível que
não vejam o que toda a gente vê… Árbitros
condicionados ao longo da semana,
outros nos quais os clubes têm mais que
razões de queixa, e continuam a designar
esses árbitros para jogos, ditos complicados,
desses mesmos clubes, que até já
fizeram por mais que uma vez queixas à
comissão disciplinar dos mesmos “senhores
vestidos de preto”.
Exemplos abundam e nestes últimos dias,
por demais evidente… Veja-se o caso se
Augusto Duarte, um dos arguidos (já não é
suspeito) do caso Apito Dourado, e com o
julgamento de um dos processos marcado
para uma segunda-feira em Gondomar, foi
designado no domingo para o encontro da
taça, na Luz (Benfica-P.Ferreira), com influência
no resultado final, como a maioria
dos comentadores sem problema em afirmá-
lo. Depois, este fim-de-semana, Pedro
Henriques, que já tinha sido criticado pelo
jogo do Porto contra o Nacional, mais um
jogo do Porto onde o critério de disciplina
não foi uniforme e podendo ter influência
no resultado, e ainda o Estrela também se
queixa do árbitro em Alvalade, parecendo
que os clubes mais pequenos ainda são pequenos
nesta roda...
Quando poderemos falar do jogo, dos
golos, e deixar de falar nos árbitros…?
Mas o sistema existe…
Nas próximas
edições, darei exemplo de um caso concreto
com um ex-árbitro da Liga de Honra
da, Associação de Futebol de Lisboa, pois
o sistema começa muito cá em baixo, nos
distritais…

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