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SPORTING - BENFICA E A QUESTÃO DO 2º LUGAR
A questão do segundo lugar ficou com uma
definição mais nítida face à repartição de
pontos que mantém o Benfica, a cinco pontos
do seu arqui-rival de Alvalade (mais a vantagem
do golo fora, em caso de igualdade pontual).
Depois de uma entrada forte no jogo, que teve
como corolário o golo de Vukcevic, o Sporting
optou por baixar a intensidade do seu jogo e aliviar
a pressão sobre o meio-campo encarnado,
consentindo espaço para que o conjunto da Luz,
e especialmente, a Rui Costa, pudesse construir
lances rápidos para as zonas de perigo.
E se
há jogos em que Cardozo não precisa de muitasoportunidades, este foi um deles... Quando,
na segunda parte, o Sporting quer voltar a
assumir o comando das operações, acusa
maior ansiedade e encontra pela frente uma
equipa que lida melhor com as situações de
vantagem (o empate é um resultado positivo
para os encarnados). Resultado: o leão cai
no quinto lugar do inferno em que se transformou
a luta pelos lugares europeus. Este
dérbi até começou de feição para o conjunto
leonino. Ainda se preparava a “logística”
no tabuleiro, já o Benfica acrescentava
Nuno Assis às suas baixas – lesionou-se no
aquecimento e foi substituído por Di María
no onze, a quem, curiosamente pertenceu
o primeiro (embora inofensivo) tiro à baliza.
Mas foi o Sporting a assumir, e bem,
o controlo das operações no período inicial
da contenda. Com um ritmo intenso e uma
forte pressão sobre o adversário, os leões
conseguiam iludir as marcações e procuravam
jogar rápido para as costas da defesa
ou accionando a velocidade nos flancos
(especialmente na sua ala esquerda), onde
Izmailov cedo começou a sobressair. Esta
vivacidade e determinação, personificada
em Moutinho traduziu-se na forte cadência
de jogo e rapidamente foi recompensada,
com um golo de belo efeito de Vukcevic,
batendo Edcarlos no jogo aéreo. Estava
ilustrada no marcador a diferença de andamento
entre as duas equipas nesta fase inicial
da partida. O tento sossegou Alvalade
cedo de mais.
O desafio passou então por uma fase menos
interessante, com o Benfica a subir
mais as suas linhas, mas sem grande profundidade,
mas começou por trazer Rui
Costa para o jogo (foi a sua estreia a titular
pelo Benfica em Alvalade).
Mais bola para o camisola 10 significa sarilhos
para Miguel Veloso (sobretudo), e a
influência do maestro não se faria esperar.
A segunda parte seria menos bem disputada.
O contraste entre a irreverência pouco
esclarecida dos leões e a atitude mais calculista
dos forasteiros redunda num jogo
menos interessante. Nesta fase, sobressai
a lei de Binya no despique a meio-campo
e o voluntarismo de Rodríguez a obrigar
o adversário a manter-se de sobreaviso.
Fez vista grossa a uma falta de Léo sobre
o mesmo Vukcevic dentro da grande área
(aos 60’), perdoou a expulsão a Cardozo
(autor de uma cotovelada a Tonel) e decidiu
ser muito rigoroso face ao aparato de
um lance protagonizado por Nélson. Ainda
assim, perante um adversário reduzido
a dez, o Sporting poderia agora lançar-se
ao assalto final. Foi o que Paulo Bento
tentou fazer quando colocou um terceiro
elemento (Purovic) na linha de atiradores,
ou seja, quando alterou o seu modelo para
a um mais ambicioso 4x3x3. Um esforço
que se revelou infrutífero, especialmente
porque o Benfica cerrou fileiras na sua
defesa.

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