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Estrela do Oceano
festejou Dia da mulher
José de Sousa
Quando o chefe de redacção
deste Jornal, que tão generosamente
me acolhe no seu
seio, pediu-me para cobrir o Dia
das mulheres, que o restaurante
Estrela do Oceano festejou pelo
quinto ano consecutivo, disselhe
que sim, mas depois, pus-me a pensar se não seria
melhor uma mulher a escrever..?
Cheguei lá por volta das 20 horas e a casa já estava a
transbordar de jovens, menos jovens e também de senhoras
idosas, e todas elas tinham um ponto em comum,
ALEGRIA. Em todos aqueles lindos rostos podíamos
ver o orgulho de serem mães, avós, mas sobretudo, mulheres.
Umas cento e cinquenta pessoas – em grande
maioria mulheres – deslocaram-
se para celebrar este
lindo dia. Como disse no
início, penso que seria melhor
uma mulher a escrever
sobre ela, então fui passear
pelas 2 salas para perguntar
o que elas pensam do seu
dia. Para Teresa Pereira, é
importante por não existir
dia dos homens; para Maria Lurdes Costa, representa liberdade
e também uma certa dose de responsabilidade.
Interessante foi o caso do Carlos Furtado que, por motivos
profissionais, estava a festejar o São Valentim – um
pouco em atraso –, com a simpática esposa, Maria Dolores.
Disse ele: “Sinto-me como se estivesse no meio
de um galinheiro. Elas não param de falar um segundo,
mas já a esposa estava a
gostar”. Para Ana Bela, o dia
das mulheres é igual aos outros.
Uma amiga minha de
longa data foi “autorizada”
a vir, mas algumas amigas
tinham recebido “ordens”
do marido para olhar por
ela… Para Fátima Silva, caracteriza
o reconhecimento
da mulher na sociedade, os
mesmos direitos. Para Ana Almeida e Bernadette Lombardo, é a força de ser mulher. Enquanto algumas festejavam,
a Teresa trabalhava forte na cozinha para confeccionar
os lindos pratos que os empregados traziam às dezenas para as mesas. É de salientar o profissionalismo
e a paciência com que a equipa serviu as pessoas
presentes, trabalhando sobre uma pressão imensa, mas
guardando sempre o sorriso. Para terminar, destacamos
as presenças de Josefine, uma bonita jovem do Haiti,
e de Teresinha Ferreira, muito bonita, mesmo na força
dos seus 75 anos, que me disse que mesmo se passou a
sua mocidade aqui, no Canadá, não havia nada destas
coisas, era só trabalho e casa.
Para quando o dia dos homens? Alcindo Alves, um dos
proprietários do restaurante, disse que seria festejado
em breve, no Estrela do Oceano, claro!
Um muito obrigado a todas as minhas colaboradoras,
pois sem elas, não havia reportagem.

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