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BWin Liga: Segundo por um fio
A estreia de Chalana no campeonato só rendeu um
ponto ao Benfica – não ganha há quatro jornadas
consecutivas, pior série da época –, mas foram três pontos
acreditados no prestígio de José António Camacho. O
problema da equipa não era o treinador, não será do futuro
director-desportivo, mas é certamente dos jogadores.
Até porque para o jogo com o Marítimo havia a motivação/
obrigação de correr atrás do Guimarães. Risque-se a
ideia de que o Benfica precisa de um sofá do psicólogo
e que Chalana é um género de Messias.
Precisará, antes
de mais, de correr mais do que um Guimarães a quem
nunca faltou motivação. Quem deve estar melhor psicologicamente
são o Braga e o Paços de Ferreira, unidos na
cruzada contra treinadores centenários – Ulisses Morais,
da Naval e Carlos Carvalhal, do Setúbal, respectivamente – e mais bem alimentados na alma e na tabela classificativa,
ainda que três pontos sejam, por enquanto, pouco para
o muito que lhes falta alcançar. Seja como for, deitaram
para trás das costas mais de dois meses a dormir mal, algo
que continuará a ser um problema para Leixões e Académica
que viram os pacenses aproximarem-se da linha de água. Os pés continuam secos, mas as ondas passaram a
rebentar mais perto.
E não sendo do campo da psicologia,
imagina-se o moral com que devem andar os jogadores
do Boavista, que não fosse o FC Porto – sim, é cada vez
mais líder, como se isso ainda fosse notícia – e poderia
exibir-se como a melhor equipa da segunda volta. Melhor
do que os Vitórias e bem melhor do que dois dos grandes,
uma última palavra para os leões, que resolveram o jogo
em 11 minutos, marcando 4 golos e desperdiçando mais
um penálti…
Já são 5 falhados em 8. Quem e o próximo
a falhar?

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