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Jardim: 30 anos à frente da Madeira
Alberto João Jardim
celebrou, segundafeira,
30 anos na Presidência
do Governo Regional
da Madeira. O
dirigente madeirense já
anunciou que este será
o seu último mandato e
que irá renunciar ao cargo
em 2011.
Em declarações à Lusa,
Jardim sublinha que a principal
mudança no arquipélago
prende-se com a alteração
das mentalidades.
“Era uma sociedade extremamente
hierarquizada,
feudalizada mesmo, sobretudo
nas relações culturais,
sociais, humanas. Hoje é
uma sociedade moderna,
sem preconceito, europeizada”,
afirmou.
Jardim já declarou que
este será o seu último mandato
e aponta o início de
2011 para que seja eleito
o novo líder do PSD-Madeira
no XIII Congresso
Regional. “Nessa altura já apresentei
o último orçamento e já
executei praticamente todo
o programa”, justificou
Jardim em declarações ao
DN-Madeira.
Apesar de desde 1982
anunciar a sua retirada “desta vez disse-o em ocasiões
muito solenes e muito
sérias justamente para
evitar marcha-atrás e para
evitar que o meu partido
arranjasse argumentos fortes
de última hora”, esclareceu.
Alberto João Jardim traçou
como objectivos da
sua última legislatura concluir
o programa do Governo
saído das eleições
de 2007, lutar pela revisão
Constitucional e pelo aprofundamento
da autonomia
da Madeira e conseguir
uma transição pacífica da
liderança do PSD-M. “Para
episódios eventualmente
chocantes basta o PSD
nacional” afirmou em tom
bem humorado.
Sucessão
“Os madeirenses devem
conhecer a maneira de governar,
como é que se comporta
o novo líder do PSD
e o candidato à presidência
do Governo Regional em
Outubro de 2011, para que
a escolha dos madeirenses
não seja um voto no escuro”
afirmou quando questionado
sobre a sua sucessão. “O que eu gostava que o
meu sucessor conseguisse
era ter mais votos do que
aqueles que eu consegui”
afirma Alberto João Jardim.
Para o Presidente do
Governo Regional, o perfil
do seu sucessor terá de ser “uma pessoa que mereça
a confiança da maioria do
eleitorado” e que “dê garantias à população que
tem capacidade para o lugar”.
Acrescenta ainda que terá
de ser alguém que não poderá
ter “rabos de palha”
na sua “vida económicomaterial”
e que terá “de ser
uma pessoa com um forte
poder de comunicação, poder
de dialogar com a população
sobre os assuntos
que interessam”, declarou.

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