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LIGA VITALIS: Tudo em aberto
Os dois primeiros voltaram a colar-se no topo da tabela
depois de mais uma jornada com resultados capazes
de fazer arrepelar cabelos. A concorrência está mais
distante e não será na próxima ronda, a vantagem pontual
não o permite, que alguém conseguirá incomodá-los nos
lugares de subida. Já se viu que emoção é o que não falta
para estas bandas. Num excelente espectáculo de futebol,
mesmo que sem golo, o Trofense voltou a esperar
pela companhia do Rio Ave.
Os ares do mar da Póvoa
de Varzim enferrujaram o líder, obrigado a dividir pontos
quando o desejo era multiplicar. A menos de meia-dúzia
de quilómetros de distância, em Vila do Conde, Evandro
fez o que já parecia impossível e a quatro minutos
do final, o tempo que demoraria a tocar um qualquer sucesso
musical pop, conseguiu erguer o Rio Ave rumo ao
topo. No grupo dos perseguidores quem mais lucrou com
a ronda foi o Olhanense. Vizela e Gil Vicente jogaram
em casa e partiram os azulejos que diziam “lar doce lar”.
Duas derrotas amargas, mais a dos gilistas, porque mais
pesada, mas igualmente penalizantes na corrida à subida,
agora bastante mais distante. Em Barcelos houve iguarias
várias que terminaram em azia para os da casa.
Os rapazes
de Paulo Alves tiveram galo – perderam pela primeira
vez em casa – e o Aves, de Henrique Nunes, matou o
borrego, marcando quatro golos num jogo, o máximo da época. Enquanto no topo Trofense e Rio Ave vão trocando
arrufos, lá no fundo o Penafiel vai chorando sozinho a
triste sorte de estar cada vez mais só.

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