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O ministro Maxime Bernier demite-se
Miguel Félix
O ministro Bernier fez, no âmbito de uma viagem em
Roma, uma promessa que o Canadá não estava em
condições de respeitar. Declarou que os novos aviõescarga
C-17 do Canadá poderiam transportar helicópteros
do Programa alimentar mundial da O.N.U para o Myanmar,
devastado há quatro semanas pelo ciclone Nargis,
ou para a Tailândia, o país vizinho. De acordo com o
diário The Globe and Mail, os funcionários canadianos
deviam tomar outras medidas porque nenhum dos quatro
Boeing C-17 estava disponível para os dias previstos. O
Globo and Mail menciona que o montante do aluguer do
aparelho de tipo Antonov é de um milhão de dólares. O
jornal publica ainda que um responsável do Partido Conservador
reconheceu que este erro – mais um – do Sr.
Bernier fazia-o mais uma vez mal parecer.
O ministro Maxime Bernier demite-se
O ministro dos Negócios Estrangeiros, Maxime Bernier,
entregou a sua demissão ao primeiro-ministro Stephen
Harper, segunda-feira, depois de admitir ter-se esquecido
de documentos altamente confidenciais em casa da sua
ex-cônjuge, Julie Couillard, uma mulher que frequentou durante muito tempo o mundo criminal. De acordo com
informações obtidas pela La Presse, um dos documentos
referia-se à posição que o Canadá devia defender na Cimeira
da NATO, que decorreu em Bucareste, na Hungria,
de 2 o 4 de Abril.
Durante uma entrevista à teledifusora TVA, a Sra. Couillard
disse que o ministro tinha esquecido os documentos
em sua casa em meados de Abril. Ao mesmo tempo, Julie
Couillard revelava que a sua ruptura com o Sr. Bernier
era recente, enquanto este deixava entender que tinha
acontecido já há certo tempo.
A Sra. Couillard guardou em sua possessão o documento
até ao fim-de-semana transacto. Um advogado, a
quem ela tinha pedido conselhos, sugeriu-lhe de entregar
o documento ao Governo. Foi desta maneira que o Sr.
Bernier foi informado deste novo escândalo. O Sr. Harper
anunciou a demissão de Maxime Bernier segunda-feira à
noite, algumas horas antes de partir para uma viagem de
72 horas à Europa. O primeiro-ministro pareceu encaixar
duramente o golpe, parecendo, pela primeira vez nervoso
frente aos jornalistas, na Câmara dos Comuns.

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